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5 de setembro de 2013: Justiça autoriza o início do corte e retirada dos vagões

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

A Guerra dos Vagões - a luta de uma comunidade pelo fim do cemitério dos vagões

 

              

10 de abril de 2015: lançamento do livro "A Guerra dos Vagões"

Solano de Camargo, Hugo Augusto Rodrigues e Sandro Antonio Canatelli

(Hugo Augusto Rodrigues / Rosângela Moisés)

 

Uma guerra jurídica sem precedentes: a pequena Iperó contra a gigante ALL.

 

A grande disputa judicial foi necessária para obrigar a empresa a retirar os cerca de 350 vagões abandonados na cidade. E como na história de Davi e Golias, o menor também saiu vencedor. Iperó, com seus 32,5 mil habitantes, conseguiu a vitória em um caso inédito no Brasil.

 

Agora isso tudo está contado de forma detalhada em “A Guerra dos Vagões - a luta de uma comunidade pelo fim do cemitério dos vagões”. De autoria do iperoense Solano de Camargo (advogado e sócio do escritório Lee, Brock, Camargo Advogados), com a colaboração dos também iperoenses Hugo Augusto Rodrigues (jornalista) e Sandro Antonio Canatelli (professor de História, Filosofia, Sociologia e redação), o livro mostra todas as armas jurídicas que foram utilizadas para contornar o descaso da ALL e resolver o problema que cresceu ao longo de 35 anos. Também é relembrada a cobertura da mídia ao longo desse período e os relatos de moradores que conviveram com o problema. Além disso, o livro apresenta um conto ambientado entre a época da retirada dos trens e o auge da Estrada de Ferro Sorocabana.

 

A guerra dos vagões foi um conjunto de estratégias que envolveu perícias para determinar a contaminação do solo, processos judiciais por danos ambientais, alteração na lei municipal para permitir a cobrança de multas pela prefeitura, ações com pedidos de indenização e até mesmo a criação de um blog para mostrar à ALL e aos seus acionistas – entre eles o empresário Jorge Paulo Lehmann – os problemas causados pelo abandono dos vagões.

 

É uma história de verdadeira determinação. Ilustrado com fotos, depoimentos, reproduções de reportagens e documentos sobre o cemitério de vagões, o lançamento do livro ocorreu em 10 de abril e contou com a presença de centenas de pessoas que prestigiaram o evento no salão da Paróquia Santo Antonio em Iperó.

 

A luta pela retirada dos vagões e o fim do cemitério de trens de Iperó

 

O pátio ferroviário de Iperó e o entorno do antigo Depósito/Oficina chegaram a abrigar mais de 350 vagões. A área foi considerada um dos maiores cemitérios de vagões do Brasil e conviveu com o problema por mais de 35 anos. Nesse período, os vagões serviram de esconderijo para criminosos e ofereceram riscos à saúde e à segurança das centenas de pessoas que precisavam passar pelo local.

 

Mesmo sendo um importante entroncamento, com ligações para o oeste paulista e sul do Brasil, a situação de Iperó se transformou num retrato da agonia e abandono das ferrovias, processo intensificado após as privatizações das empresas ferroviárias. A maior parte dos vagões abandonados na cidade pertencia à União e, devido a um contrato de concessão, estavam sob a responsabilidade da América Latina Logística (ALL).

 

A Prefeitura de Iperó negociava com a ALL a retirada dos vagões. Foram diversas reuniões e notificações, desde 2006, sem que a empresa tomasse providências. Em 2011 a Justiça ordenou a remoção de todos os vagões, sob pena de multa diária, mas a ALL informou que não havia recebido a notificação judicial e por esse motivo não teria a obrigação de solucionar o problema. Na época, moradores dos bairros próximos relataram ter visto funcionários da empresa trabalhando com maçaricos no pátio e desmanchando alguns vagões, mas o serviço foi interrompido e o material ficou espalhado pela área.

 

A disputa se arrastou por mais dois anos, até que no início de setembro de 2013 a Justiça autorizou o corte dos vagões. Com ampla repercussão na imprensa, a Justiça manteve a liminar favorável ao município e cerca de 30 vagões foram cortados por uma empresa contratada pela prefeitura. Diante da situação, em outubro de 2013 a ALL propôs um acordo para retirar os trens que ainda não haviam sido desmanchados. Através desse acordo apresentado à Justiça, a empresa levou mais de 300 vagões para Sorocaba, Botucatu, Presidente Prudente e interior do Paraná.

 

Finalizada a retirada dos vagões, permanece um litígio tributário originado por duas multas emitidas pela Prefeitura de Iperó à ALL, com base na “Lei Cidade Limpa”, cujos valores podem chegar a R$ 7 milhões. Além disso, existe uma ação popular ambiental movida contra a empresa, proposta pelo ferroviário aposentado Luiz Lopes da Silva Filho, com uma liminar que impede a ALL de “depositar quaisquer novos dejetos de sucata, detritos, vagões imprestáveis, material inservível ou qualquer outro ativo ferroviário dentro dos limites territoriais da cidade de Iperó”.

 

Uma das linhas do pátio - 2013

O trem passou por aqui um dia...

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

     

Composições "Ouro Branco" e locomotiva da antiga "Mogiana" abandonados no pátio de Iperó - 1976

No início de 1977, o caso foi noticiado pelo jornal "O Estado de S. Paulo"

(Adalberto Benites)

 

Aspecto do pátio com vagões abandonados - 1988

(Antonio Donato)

 

Vista aérea do pátio e estação - início da década de 1990

(Arquivo José Roberto Moraga Ramos)

 

Vista aérea do pátio e estação - início da década de 1990

(Arquivo José Roberto Moraga Ramos)

 

Vagões foram trazidos para Iperó desde o fim da década de 1970

Ficaram abandonados no pátio após a privatização da Fepasa

(José Roberto Moraga Ramos)

 

TUE Toshiba abandonado no pátio de Iperó - início dos anos 2000

(Ralph Menucci Giesbrecht)

 

O mato toma conta do pátio ferroviário - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Vagões apodrecem no pátio - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Sem preocupação com os riscos, as crianças viam o local como uma espécie de "parquinho" - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Sem preocupação com os riscos, as crianças viam o local como uma espécie de "parquinho" - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Vista geral da estação e pátio 2006

(Victor Moraga Ramos)

 

Imagem de satélite mostra a estação e o pátio de manobras - 2007

(Google)

 

Aspecto do pátio com centenas de vagões abandonados - 2007

DVD – Trens em Iperó (Revista Trens & Ferrovias)

 

Aspecto do pátio com centenas de vagões abandonados - 2007

DVD – Trens em Iperó (Revista Trens & Ferrovias)

 

Grande quantidade de vagões parados e apodrecendo no pátio - 2010

(Miguel Saad)

 

Grande quantidade de vagões parados e apodrecendo no pátio - 2010

Alguns com a inscrição "A DEVOLVER P/ RFFSA", mas a RFFSA foi extinta logo em seguida

(Miguel Saad)

 

Aspecto do pátio visto da locomotiva que chegava a Iperó - 2010

(Youtube)

 

Vagões no pátio de Iperó - 2011

(Tiago Amato)

 

ALL corta vagões no pátio - 2011

(Tiago Amato)

 

ALL corta vagões no pátio - 2011

(Tiago Amato)

 

O auge do cemitério de vagões - 2012

(Paulo Sérgio Vieira Filho)

 

Vagões no pátio ferroviário e entorno do antigo Depósito/Oficina - 2013

(Reprodução - Prefeitura Municipal de Iperó)

 

Vagões abandonados no pátio ferroviário - 2013

(Prefeitura Municipal de Iperó)

 

Vagões abandonados no pátio ferroviário - 2013

(Prefeitura Municipal de Iperó)

 

Vagões abandonados no pátio ferroviário - 2013

(Prefeitura Municipal de Iperó)

 

Vagões abandonados no pátio ferroviário - 2013

(Luciane de Arruda Miranda Siviero)

 

Vagões abandonados no pátio ferroviário - 2013

(Luciane de Arruda Miranda Siviero)

 

Restos dos vagões cortados pela ALL nos últimos anos ficaram abandonados no pátio - 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Adolescentes ignoravam os riscos e se 'aventuravam' entre os vagões

(Youtube)

 

Adolescentes ignoravam os riscos e se 'aventuravam' entre vagões

(Youtube)

 

Aspecto do pátio pouco antes da retirada dos vagões - agosto de 2013

(Reprodução - TV TEM)

 

Centenas de pessoas transitam pelo local diariamente

(Reprodução - TV TEM)

 

Com a autorização judicial, dezenas de vagões foram cortados

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Funcionários da ALL consertam chaves no pátio para iniciar a retirada dos vagões - outubro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Funcionários da ALL consertam chaves no pátio para iniciar a retirada dos vagões - outubro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Lomocotivas da ALL prontas para levar os vagões abandonados - outubro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Últimos vagões que estavam abandonados em Iperó são retirados - novembro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Prejuízo ao meio ambiente

 

Na área foi verificada a proliferação de animais nocivos e causadores de doenças (escorpiões, aranhas, cobras, ratos e caramujos). Parte dos vagões se transformou em criadouros para larvas do mosquito da dengue e houve vazamento de resíduos de diversos trens, conforme um auto de infração emitido pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) contra a ALL em setembro de 2013.

 

O cemitério de vagões abandonados trouxe danos à área. Segundo o documento da CETESB, isso ocorreu por causa da “disposição inadequada de resíduos sólidos em área localizada no entorno da antiga estação ferroviária.” A ALL foi notificada a recuperar a parte atingida pelos produtos químicos, mas não retirou o material dentro do prazo estipulado e foi multada em outubro de 2013.

 

                            

Secretaria de Saúde de Iperó emite relatório em 4 de junho de 2013 e ofício em 21 de agosto de 2013

Os alertas quanto à proliferação de animais perigosos, o potencial criadouro para o mosquito da dengue e o pedido para a retirada dos vagões

(Prefeitura Municipal de Iperó)

 

    

Auto de infração emitido pela CETESB confirma o vazamento de resíduos dos vagões abandonados no pátio

(CETESB)

 

Cemitério de vagões de Iperó é assunto na imprensa desde 1977

 

"O Estado de S. Paulo" - 16 de janeiro de 1977

 

"O Estado de S. Paulo" - 5 de maio de 1985

 

"O Estado de S. Paulo" - 22 de março de 1998

 

"O Estado de S. Paulo" - 23 de julho de 2000

 

TEM Notícias - 17 de maio de 2007

 

Record Notícias - 27 de junho de 2011

 

"Ipanema" – 3 de outubro de 2011

 

TEM Notícias – 3 de outubro de 2011

"Cruzeiro do Sul" - 3 de outubro de 2011

 

"Cruzeiro do Sul" - 4 de outubro de 2011

 

G1 – 24 de fevereiro de 2012

 

"O Estado de S. Paulo" - 10 de junho de 2012

 

"O Estado de S. Paulo" - 30 de agosto de 2012

 

"Cruzeiro do Sul" – 18 de julho de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 20 de julho de 2013

 

TEM Notícias - 17 de julho de 2013

 

 Jornal da Record - 24 de julho de 2013

 

TEM Notícias - 3 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 5 de setembro de 2013

 

Blog do Giesbrecht - 5 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 5 de setembro de 2013

 

"Diário de Sorocaba" – 5 de setembro de 2013

 

Portogente – 6 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 6 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 6 de setembro de 2013

 

Rádio Antena 1 – 6 de setembro de 2013

 

"O Estado de S. Paulo" – 6 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul"- 6 de setembro de 2013

 

Prefeitura de Iperó - 10 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 12 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 13 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 13 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 16 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 17 de setembro de 2013

 

"O Estado de S. Paulo" - 18 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 19 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 21 de setembro de 2013

 

Prefeitura de Iperó - 21 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 25 de setembro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul" - 26 de setembro de 2013

 

TEM Notícias - 8 de outubro de 2013

 

TEM Notícias - 8 de outubro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul"- 8 de outubro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul"- 17 de outubro de 2013

 

"Cruzeiro do Sul"- 4 de abril de 2014

 

"O Estado de S. Paulo" - 31 de agosto de 2014

 

 

Abandono, descaso, vandalismo e criminalidade

A estação de Iperó e a decadência da ferrovia

 

“A estação era a praça de encontro do pessoal. Inclusive, o namoro da mocidade era lá. E na beira do escadão ficava cheio de gente até a hora de o trem ir embora. Quando o trem partia, parecia aquele navio de guerra: todo mundo acenando.”

 

“A imensa procissão de Santo Antonio, quando atravessava a estação e parava o movimento dos trens, era uma das coisas mais espetaculares que existia aqui em Iperó.”

 

Depoimentos que ajudam a dar vida à estação de Iperó novamente. É parte da história registrada na memória dos iperoenses que trabalharam na ferrovia e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. A estação foi desativada após 73 anos de uso. Em 15 de março de 2001 a última composição de passageiros passou por Iperó. O “Trem Bandeirante” partiu de Sorocaba e seguiu viagem até Apiaí, encerrando a história do transporte de passageiros que existia há mais de 120 anos através das linhas da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (EFS).

 

Com o fim dos trens de passageiros, o prédio se transformou num ícone da decadência da ferrovia, intensificada após a privatização ocorrida no fim dos anos 1990. De maneira geral, as concessionárias ficaram apenas com o leito (atualmente em péssimo estado de conservação também) e não tiveram interesse em ocupar os imóveis ao redor. Os remanescentes ferroviários se transformaram num cenário de abandono e destruição. O pátio, que também era uma área bastante movimentada, deu lugar a um dos maiores cemitérios de vagões inutilizados do Brasil. Devido ao descaso das concessionárias (Ferroban / ALL), a estação e o pátio ficaram abandonados por cerca de 15 anos, período em que foram castigados pelo tempo e vandalismo.

 

Vândalos quebraram vidros, picharam paredes, arrombaram fechaduras, quebraram portas e forros, destruíram os mecanismos elétricos da cabine (sistema de mudanças das linhas no pátio), furtaram equipamentos e móveis que estavam no prédio. Ações criminosas cometidas por pessoas que não consideram importante a preservação do patrimônio.

 

Essa situação colaborou para o aumento da criminalidade no entorno (comprovada através de inúmeras ocorrências registradas pela Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Municipal de Iperó) e a proliferação de animais nocivos (escorpiões, aranhas, cobras, ratos e caramujos). Parte dos vagões também se transformou em criadouros para larvas do mosquito da dengue e houve o prejuízo ao meio ambiente através do vazamento de resíduos químicos de diversos trens.

 

Inaugurada pela EFS em dezembro de 1928, a estação foi ampliada no fim da década de 1930 e era umas das principais da companhia. Importante entroncamento ferroviário e uma das únicas ligações com o sul do Brasil. A revista ‘Nossa Estrada’ publicou extensa reportagem no início de 1939, onde mostrava a importância do local. “A construção da sede da estação nova foi em 1937 e 1938, em estilo moderno. Obedece à seguinte divisão interna: a) composição geral, telégrafo, bagagem, bilheteria, agência, sala de espera para senhoras, repartições essas constantes do pavilhão central; b) arquivo geral, repartição de materiais, instalações sanitárias, estas no 1º pavilhão e no 3º; amplo restaurante, muito bem montado e confortavelmente instalado, sendo seu concessionário o sr. Gumercindo de Campos, que tem diversos auxiliares; aos fundos novas instalações sanitárias.

 

A extensão total da plataforma é de 185 metros, com 120 metros de cobertura, oferecendo boa acomodação aos senhores passageiros e ao público em geral. Depois temos as dependências do movimento do pessoal: agência, em que trabalha o chefe e 3 ajudantes; a composição, com 6 conferentes e outros tantos auxiliares; a bagagem, com 1 conferente, 1 praticante e 3 trabalhadores; o telégrafo, com 3 telegrafistas e 2 praticantes. Os pátios de manobras contam com 7 manobradores e outros tantos auxiliares e mais 6 guarda-chaves. O armazém onde se concentram as mercadorias destinadas ao Ramal de Itararé, Mairinque-Santos e Ramal da Ituana, tem 1 conferente, 1 auxiliar, 1 praticante e 8 trabalhadores.

 

A Estação de SANTO ANTONIO possui 3 pátios de manobras para recebimentos e saídas de trens, independentes das linhas 1 e 2 para recebimentos dos trens de passageiros. Como se vê, SANTO ANTONIO é importante setor de trabalho. As instalações da Estrada foram feitas atendendo ao enorme movimento da estação, que serve, como se sabe, de distribuidora, em larga escala, tanto de mercadorias quanto de passageiros. Pode-se afirmar que, atualmente, SANTO ANTONIO é uma das dinâmicas estações da Sorocabana.”

 

Aspecto da estação - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Plataforma da estação e as paredes pichadas - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Todos os vidros quebrados - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Vidros quebrados e comandos do CTC destruídos - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto de um dos banheiros - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto de uma das salas da estação - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto da antiga sala de espera - 2006

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto da estação e pátio - maio de 2009

(Tiago Amato)

 

Aspecto da estação e pátio- fevereiro de 2010

(Tiago Amato)

 

Aspecto da estação - fevereiro de 2010

(Fábia Fuzeti)

 

Apreensão de menores e drogas na estação - 2011

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

       

Relatórios sobre ocorrências policiais no entorno da estação - 2013

(Polícia Militar - Polícia Civil)

 

No entorno da estação ainda são encontrados vestígios de usuários de drogas - 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

No entorno da estação ainda são encontrados vestígios de usuários de drogas - 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

No entorno da estação ainda são encontrados vestígios de usuários de drogas - 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

A restauração da estação e o sonho da revitalização da àrea

 

A situação de abandono começou a mudar em setembro de 2010, quando foi iniciada a restauração do prédio. O processo se tornou possível através de uma parceria entre a Secretaria Estadual de Cultura/SP, o Senai/SP e a Prefeitura de Iperó, que desde 2005 buscava os recursos e a documentação para colocar o imóvel em uso novamente.

 

No primeiro semestre de 2010, mesmo antes de ser formalizada a parceria, foram realizados os estudos sobre os materiais (concreto, madeira, metal) utilizados nas mais diversas áreas da estação. Iperó foi pioneira no processo de recuperação de antigas estações ferroviárias, mas o cemitério de vagões que existia no entorno continuava servindo como esconderijo para criminosos. Mesmo após a retirada dos trens, ainda percebe-se a presença de criminosos e usuários de drogas na área, o que deve acabar somente com a revitalização de todo o complexo.

 

Entre 2013 e 2014 faltava ainda a recuperação da cobertura metálica da plataforma para finalizar as obras na estação. A área havia sido danificada por uma locomotiva modelo “C-30” em 2007 e por um vendaval em 2009. Com a maior parte da recuperação do prédio já concluída, o projeto de restauro sofreu diversas ações de vandalismo novamente. Salas da estação foram arrombadas e bastante danificadas. Praticamente todo o prédio foi pichado. Ações criminosas. Muita gente acha que "prédio velho é apenas estorvo". No início de 2015, o aspecto do lugar era uma verdadeira “cena de guerra”.

 

Em abril de 2015 foram retomadas as obras de reforma e restauração da estação. Ainda assim, a onda de vandalismo continuou. Para acabar de vez com esses atos criminosos contra o patrimônio e levar mais segurança à população que reside na região do complexo ferroviário, a Prefeitura de Iperó instalou uma Unidade Avançada Comunitária da Guarda Civil Municipal (UAC - GCM) na antiga cabine da estação. A unidade iniciou suas atividades em junho de 2015 e atua de forma ininterrupta todos os dias.

 

Muitas pessoas transitam pelo local diariamente e atravessam o pátio para acessar os bairros Vila Santo Antonio e Novo Horizonte. A esperança da cidade é ver toda a área recuperada e revitalizada. Dessa forma, ganhará vida novamente a região que concentrou o maior movimento na cidade durante 50 anos.

 

Alunos do Núcleo de Preservação do Patrimônio Histórico (NPPH) conhecem a estação e se preparam para os trabalhos de restauração - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Alunos do NPPH conhecem a estação e se preparam para os trabalhos de restauração - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Serviços de limpeza da plataforma e entorno da estação marcam o início dos trabalhos de restauração - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Serviços de limpeza da plataforma e entorno da estação marcam o início dos trabalhos de restauração - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Alunos recebem os primeiros materiais a serem utilizados durante a restauração do prédio histórico - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Alunos recebem os primeiros materiais a serem utilizados durante a restauração do prédio histórico - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Lavagem das paredes e remoção das camadas de tinta a fim de se chegar ao revestimento original da estação - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Trabalho minucioso a fim de recuperar detalhes da construção - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

    

Diversas colunas de suporte da cobertura metálica estavam bastante danificadas - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Confecção de caixas para recuperar as colunas de suporte da cobertura metálica - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação das colunas de suporte da cobertura metálica - 2010

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação do revestimento externo - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação do revestimento externo - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação do revestimento externo e suporte da cobertura da plataforma - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Início dos trabalhos de serralheria - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Início dos trabalhos de serralheria - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação das colunas de suporte da cobertura metálica da plataforma - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Recuperação das estruturas de sustentação da cobertura metálica da plataforma - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Início dos trabalhos de pintura dos prédios que formam a estação - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Base branca para a posterior pintura dos prédios que formam a estação - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Base branca para a posterior pintura do interior da antiga cabine - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Pintura da estação e colunas de suporte da cobertura metálica - 2011

(Arquivo SENAI - Júlio Barros)

 

Aspecto da estação após a conclusão da fase de recuperação do revestimento e pintura - 2011

(Mateus Namikawa)

 

Apresentação de Natal da Banda Marcial de Iperó, na plataforma da estação, após a conclusão das primeiras fases da restauração - 2011

(Mateus Namikawa)

 

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - desligamento do alarme

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - parte do forro arrancado

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - pichação das paredes

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - incêndio numa das salas

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - materiais espalhados

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Vandalismo na estação em julho de 2013 - materiais espalhados

(Arquivo Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Aspecto da estação e pátio - outubro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto da estação e pátio - novembro de 2013

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto da estação e pátio - março de 2014

(Victor Moraga Ramos)

 

Aspecto da estação e pátio - março de 2014

(Victor Moraga Ramos)

 

Aspecto da estação bastante danificada novamente - fevereiro de 2015

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto do pátio e a estação bastante danificada novamente - fevereiro de 2015

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto do pátio tomado pelo mato - fevereiro de 2015

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto do pátio tomado pelo mato - fevereiro de 2015

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

Aspecto do pátio tomado pelo mato - fevereiro de 2015

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

      

Retomada das obras na estação - 2015

(Antonio Barros / Júlio Soares)

 

Retomada das obras na estação - maio de 2015

(Antonio Barros / Júlio Soares)

 

           

Retomada das obras na estação. Pichação e depredação dos holofotes instalados - maio de 2015

A Guarda Civil Municipal identificou criminosos na área e apreendeu equipamento utilizado para depredar o patrimônio

(Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Unidade Avançada Comunitária da Guarda Civil Municipal instalada na antiga cabine da estação

Instalação de câmeras para monitoramento da área. Preservação do patrimônio e segurança à população que transita pelo local

(Guarda Civil Municipal de Iperó)

 

Aspecto da estação e pátio - julho de 2015

Unidade Avançada Comunitária da Guarda Civil Municipal instalada na antiga cabine da estação

Preservação do patrimônio e segurança à população que transita pelo local

(Hugo Augusto Rodrigues)

 

 

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