• bootstrap carousel
1 2

                                                         

Página  7  de  22  

Cidade de Iperó - resgate e preservação da história do município

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

É triste! Resta-nos pedir que seja bem ajudado na sua passagem, no seu novo caminho, sempre na direção de Deus! Realmente, tanto ele como o pai, são partes importantes na história de nossa Iperó. Nós, os idosos, os conhecemos muito bem. Eram, como já citei outros, pessoas simples que crescem em nossa memória, tornam-se importantíssimas.
Ajudaram a construir a história.

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Puxa vida... o sr. Romeu de Campos conhecia boa parte da história da cidade... gostava de conversar, mas tinha dificuldade grande em ouvir a gente... problema de audição mesmo...
Mas os registros que conseguimos com ele são bastante ricos... que ele descanse em paz!
Nosso muito obrigado a ele novamente (por diversas vezes o agradecemos em vida pela contribuição com o nosso trabalho - mas é bom que fique registrado aqui também - e ele ficava contente em poder ajudar) pela ajuda nas diversas vezes em que estivemos juntos!
Vai se juntar a tantos outros amigos na galeria dos "Personagens"...
Grande abraço a todos,
Hugo.

 

Nome:

JR. Moraga

E-mail:

...

Mensagem:

Boa tarde!
Faleceu hoje (15/8) o sr. Romeu de Campos, 82 anos, filho do lendário "Dito carregador".
Romeu contribuiu muito, através de seus depoimentos, para que recuperássemos um tiquinho da historia de Iperó, na página "Fragmentos". Que Deus, em sua infinita misericórdia, o acolha.

 

Nome:

Ângelo Lourenço Filho

E-mail:

...

Mensagem:

Augusto, você tem razão. Não seria bom mudarmos o curso da inciativa original. Poderia gerar indignação e injustiça. Tudo a seu tempo. Vamos contar fatos, causos, e situações ocorridas com os aventureiros da Sorocabana.
Abração!

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Simples, é o que eu venho pedindo. O Jaiminho já havia escrito e agora foi a Maria Helena. Muito bonito. Família bonita e importante, contando histórias deles na cidade. Maria Helana era nesse tempo uma das meninas mais lindas de Iperó, eu diria a mais linda. Já falei sobre o local, um deles, onde ficavam os circos. Em frente ao "Gaspar Ricardo". Ali, numa ocasião, há poucos anos atrás, esteve um circo, que durante as apresentações, chamavam as crianças para alguma atividade. Naquele dia, eu estava lá, época em que o sucesso em termos de música era a Celi Campello, final dos anos 50. Só se ouvia "Estúpido Cupido", uma gravação de Neil Sedaka, lógico, um grande cantor americano, e penso que a composição era dele, e também "Banho de lua", não me lembro, mas talvez dele também. Enfim, nesse dia, naquele circo, a Maria Helena foi ao centro do palco e cantou as duas músicas. Pra mim, foi a interpretação mais linda que ouvi. Histórias da cidade e nossas. Não vejo dificuldade em cada um contar a sua...

 

Nome:

Maria Helena Marques da Silva

E-mail:

...

Mensagem:

Nascemos na cidade de Iperó. Estudamos no Grupo Escolar Dr.Gaspar Ricardo Júnior. Minha avó, Felicidade Pastor, nascida na Espanha, veio para o Brasil e em 1929 saiu de Sorocaba para morar em Santo Antonio de Iperó, casada com Manoel Cóvos. Dona de uma pensão em Iperó, tiveram 10 filhos. Ficou viúva muito jovem, casou-se pela segunda vez com Sebastião Pavon e tiveram apenas um filho. Meu pai, Jayme Pastana Marques, e minha mãe, Gumercinda (Dona Cinda) Cóvos Marques, residiram em Iperó e tiveram 5 filhos: Maria Amélia, Maria de Lourdes (Lia), Jaiminho (Jaime), Maria Helena e Vera Lúcia. A Maria Amélia casou-se com Luiz Carlos Vilhena (morador de Iperó), e Lia casou-se com Olavo Guazzelli. Guardamos em nossos corações bonitas lembranças de nossa infância em Iperó. Temos muito orgulho dessa cidade tão querida. Saudades de todos os amigos e amigas.

Meu pai, Jayme Pastana Marques, ferroviário, trabalhou como cabineiro na Estação de Iperó, depois foi transferido para a Estação Júlio Prestes em São Paulo, como chefe de estação. Minha mãe Gumercinda (Dona Cinda) Cóvos Marques conta que o povo de Iperó (em 1947) participou em procissão até o cemitério. Também iam a cavalo. E uma Missa maravilhosa foi celebrada por esses padres missionários. Eles rezavam com voz alta e bem forte: "Deus sempre está presente, a todos vê, onipotente, quem pecou, a morte de Jesus causou, e esta vida logo acabará e a eternidade nunca findará."
Trazemos em nossos corações boas lembranças, amizades e muita saudades.

 

Nome:

Ângelo Lourenço Filho

E-mail:

...

Mensagem:

Grande Hugo, obrigado pela dica.
Vi a foto da família do Dimas. Legal!

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Gilo, era a família do Dimas (filho do sr. Gumercindo de Campos). Quem tomava conta era a esposa dele, a sra. Ceinha... os filhos eram a Chis, o Netinho e o Diminhas... acho que é isso mesmo. Tem fotos onde eles aparecem... estão na página "Fragmentos" e "Famílias"...
Grande abraço!

 

Nome:

Ângelo Lourenço Filho

E-mail:

...

Mensagem:

Prezados, não consegui encontrar, seja por ter passado por cima, ou por que realmente não houve nenhuma citação a respeito da família que era responsável pelo correio à época. A agência do Correio ficava na rua Porfírio de Almeida, se não me engano entre os bares do seu Tristão Rosa e o do seu Felício Eid. Só me recordo do nome de um dos garotos, que a gente chamava por "Netinho". Acho que eram três irmãos. Dois garotos e uma garota. A garota me lembro da fisionomia, mas não do nome. Era muito simpática por sinal. Se alguém se lembrar, ou tiver fotos, seria bom anexarmos, pois o Correio fez parte importante da cidade.

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

O que foi escrito por essa moça deveria servir de exemplo para outros jovens que tenham vivido na cidade. Já escrevi que são muitas "Iperós". São as "Iperós" que, cada qual a seu tempo, nossos olhos viram, nossos corações sentiram, nosso cérebro gravou. Todas importantes no seu tempo, nenhuma melhor que a outra. Talvez a diferença se faça agora. Outrora e também no tempo dessa moça, penso eu, era uma só Iperó dividida em centro, vila do depósito, vila do Moraes, barrodaminhoca (bairro da Minhoca), campo de futebol-matadouro. Todos lindos, com suas tradições. Hoje temos duas Iperós: a "viva", da Silvano pra cima, e a "falecida", da Silvano pra baixo. A falecida somente ressuscita em nossos relatos...

 

Nome:

Ângelo Lourenço Filho

E-mail:

...

Mensagem:

Camila, parabéns pela descrição perfeita que você nos remeteu ao tempo, reavivando momentos inesquecíveis da nossa simples, ingênua, e por isso mesmo, maravilhosa Iperó. Continue dando asas às suas memórias e escreva mais. Já sou teu fã.
Saudações!

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Camila, puxa vida... que bacana... seu relato está muito legal... não pare, viu!!!
Escreva mais... escreva sempre... convide seus familiares também... dos dois lados (Castro/Aleixo) há histórias para contar...
Olha só, a saudade está sempre junto com a gente... não tem jeito... o site foi uma forma encontrada para ajudar as pessoas a matarem a saudade daquela Iperó que está na memória de cada um... foi assim, de certa forma, que ele nasceu... e por isso é importante que cada um escreva um pouco das suas histórias... tudo aquilo que lembrar...
Grande abraço e obrigado pela participação.
Hugo.

 

Nome:

Camila Castro

E-mail:

...

Mensagem:

Oi, Hugo.
Achei muito interessante o site, as histórias, os comentários... viajamos um pouco no tempo e gostaria que colocasse meu relato também.
Parabéns pelo trabalho!!!

... Realmente, Iperó nos traz histórias fantásticas. Faço parte de uma outra geração, mas que também traz saudades para muitos. Adorava dormir na casa da minha avó para ouvir os bailinhos do Sorocabana, passear na linha do trem, subir e descer o “escadão’ quando íamos viajar, fazer compras no BIBE, no João “verdureiro”, chupar sorvete do Felício Eid (rsrsrs), ir na padaria do Dinho Sartorelli e no Rei Calixto. Sou da época das festas de Santo Antonio com parquinho de diversão, pau de sebo, shows no coreto da praça, festas de rua do Nenê Saravá, quermesse na Bela Vista, carnaval de rua com o "Boi dos Prestes", "Bloco das Bruxas", "Gigantes da Alegria" - onde o meu falecido pai (ZEKÃO) era o Rei Momo (kkkk).
Que saudade!!! Do camping, festas do peão, prova de laço no “Cride”, carnaval no clube Esplanada e disputava público com o Sorocabana. Saudades de quando o distrito industrial era apenas Eucalipto e estrada de terra. Saudades de quando conhecia meus vizinhos, fazer compras com caderneta...

 

Nome:

Marcelo Lorenzati

E-mail:

...

Site:

http://olapisverde.blogspot.com

Mensagem:

A primeira represa (barragem do rio Ipanema) e a primeira siderúrgica de toda a América é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Passeio obrigatório, de bom gosto, histórico, ecológico e cultural.
Acesse: www.acobrasil.org.br/site/portugues/aco/index.html

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Em relação a essa questão do PA de Iperó, relacionada à troca de nomes, já escrevi e já manifestei o meu repúdio à atitude. É incoerência. Já escrevi comparando dois administradores de uma cidade. Um faz uma ponte sobre o rio da cidade, o outro por sua vez, quando eleito, por ser adversário do primeiro, troca o leito do rio. É o "ó do borogodó em Iperó". Mas também muda muito pouco, pois o homem, "Orlando Ferreira", não seria melhor com seu nome no PA, mas ao contrário, o PA seria honrado, dignificado com o nome dele. Então, o Orlandinho que deixe de bobagem e colabore conosco nesta empreitada. Se ele já está acompanhando, tá querendo o que prá começar? Confete? Que venha e ponha as irmãs dele nisso. Venha conosco e será muito bem vindo...

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Encontrei o Orlandinho Ferreira no "mundo virtual" e conversei com ele, convidando-o para participar deste espaço com a gente. Enviei algumas fotos de familiares dele e ele está disposto a escrever as memórias dele e da família no período em que estiveram em Iperó.
Grande abraço a todos,
Hugo.

* Com a permissão dele, segue a conversa:

Orlandinho, tudo bem?
Você tem acessado o nosso site sobre Iperó?
Tem citações e imagens sobre você e seus familiares.
Grande abraço,
Hugo.

Oi, Rodrigues. Tenho sim, um belo trabalho resgatando o passado da nossa querida cidade. Você está de parabéns. Fiquei um tanto chateado quando, por motivos políticos, desonraram o nome de meu pai, com a mudança de nome do PRONTO ATENDIMENTO. ORLANDO FERREIRA. Pensei, inclusive, à época, em fazer um desagravo público e renunciar à minha cidadania iperoense em Sessão Plenária. No entanto, refleti e achei que não valia a pena, até mesmo por estar afastado da cidade e não ter ali qualquer ligação política. Enfim, desculpe-me o desabafo, foi uma oportunidade. E vamos guardar as boas recordações. Estas ninguém nos tira.
Um forte abraço e mais uma vez meus parabéns.

Orlandinho,
Se você tiver alguma fotografia mostrando seus familiares em Iperó, por favor, nos envie se for possível. Além disso, gostaríamos de ter os seus relatos registrados no livro de visitas/fragmentos contando suas histórias em Iperó.
Infelizmente, a cidade ainda tem vários desses políticos que sabem apenas fazer projetos de troca de nomes de ruas e prédios públicos. Como o seu pai, há várias outras pessoas injustiçadas na cidade, que não tem seu nome em nenhum logradouro. Dessa forma, nosso objetivo é, também, de alguma forma, ajudar a reverter situações como essa.
Grande abraço,
Hugo.

Hugo,
Agradeço imensamente a sua gentileza com as fotos de meus familiares.
Posso, sim, contribuir com algumas fotos e lembranças da época.
Será um imenso prazer.
Oportunamente, enviarei a minha modesta contribuição.
Mais uma vez, felicito-o por esse trabalho pioneiro.
Orlandinho.

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Engraçado, em casa eu usava brilhantina, e meu tio, Lazinho, usava óleo de lavanda, que não dava o grude legal da brilhantina, mas dava um brilho muito bom e o cheiro também era bom. Pra mim foi um progresso muito grande, pois quando "moleque", pra crescer barba, usava cocô de galinha preta. Tinha uma coitada lá no fundo do quintal, no galinheiro do meu avô, que eu não dava sossego. Os óculos escuros que eu falei tinha as hastes, aquilo que vai atrás da orelha, largas e fechadas, escuras, pretas. As calças rancheiras não eram largas como escrevi, eram estreitas, e a barra era dobrada larga. A blusa era "Banlon", tinha também "Buclê". Eram bonitas. Andávamos na Porfírio, entrávamos no Bibe, íamos à estação, ao cinema, nos bailinhos, na igreja, no campo de futebol aos domingos. Conversávamos muito. Sempre tinha uma menina que trocávamos olhares, e elas em Iperó, sem serem produzidas como são hoje, eram muito lindas. Havia poeira, com disse o Zé, mas nós já estávamos acostumados. Quando o Tanaka cresceu, e ele é muito mais velho que nós, o cabelo dele ficou crespo e ele penteava com um topete crespo. Eu era invocado, porque o meu era liso e alguém em casa, penso que foi minha avó, disse que "Babosa" deixava os cabelos crespos. Usei muito. Mas era genética. São recordações muito agradáveis de um tempo mais suave (independente de idade), mais simples, onde brincávamos mais com a imaginação, pouco nos satisfazia, nos contentava. Me lembro que estava com o Luís do Cardoso numa árvore em frente ao posto onde nós brincávamos de escorregar (escorreguinho do seu Orlando, o enfermeiro), e ao lado do pernoite, árvore alta e nós também lá no alto. As folhas eram muito bonitas e ele me disse que se conseguíssemos tirar uma "pelezinha" da folha e depois a colocássemos sob o travesseiro, sonharíamos com a menina que a gente gostava. Isso é muito bonito, né? Coisas simples faziam maravilhosas a nossa infância e juventude. Acredito que só um pouco diferente de agora. Continuemos...

 

Nome:

JR. Moraga

E-mail:

...

Mensagem:

Airton e Augusto,
A lembrança do óleo de lavanda, a brilhantina "Gessy", "Glostora" e tinha outra similar, a "Gumex".
Os cabelos cuidadosamente penteados, pinta de James Dean, Alain Delon. E lá iam eles, os "boys". Às vezes, com o pente feito de chifre (que um parente comprava em São Paulo) à mostra. O problema era o vento que trazia a poeira das ruas. Os cabelos negros viravam cor de caju de uma hora para outra. Aquela poeirinha cuidadosamente descansando, inofensivas nas brilhantes cabeças da época.

 

Nome:

Airton Moraga Ramos

E-mail:

...

Mensagem:

Querido amigo Augusto,
A queda capilar se faz presente. Também estou querendo me acostumar com isso, mas a saudade do óleo de lavanda Bourbon, o pente "Carioca 19" e a escovinha redonda... que maravilha!

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Concordo! Agora olho para o espelho, vejo minha careca e você vem, fala daquele topete que eu ficava um tempão arrumando. Você me lembrou um dia em que fui ao Morumbi assistir ao meu tricolor contra um outro time (não importa). Não havia lugar, era uma decisão, fiquei em pé e ouvi: "Senta, véio!" Fiquei quieto e tudo bem. Daí veio: "Senta, filho da ...!" Também fiz de conta que não ouvi. Bem, tudo tem limite, pois daí veio a ofensa maior: "Senta, careca!" De bambi bem comportado, virei um leão. Foi demais. Deixa prá lá. Você tem razão. Pela escola de Boituva, muita gente boa passou. Foi uma escola que por muitos anos manteve um nível elevadíssimo e a prova disso é ser citada com saudade como você o fez. A escola fez jus às boas recordações. Desejo que você e o Tanaka continuem com textos bonitos, que acrescentam a todos, e que nos estimulem a escrever. Um beijo, mas vou ficar um bom tempo pensando no meu topete. Após lavar a cabeça, eu a secava bem. Passava brilhantina "Gessy" usando um pente "Flamengo", daqueles que não quebravam quando dobrados. Penteava tudo para trás e com vagar, utilizando dois espelhos, para poder ver o perfil, eu ia puxando para frente num topete que eu queria que fosse como o topete do Tony Curtis, mas que, por ter o cabelo liso, ficava mais pra Elvis. Esse vai e vem, troca de espelho, três guarda roupas, espelho de mão, desmancha, volta, faz, desfaz. Quando eu o julgava lindão, metia um espelinho redondo, com uma mulher pelada do outro lado (isso já tinha), o "Flamengo" no outro. Uma calça rancheira com a barra dobrada, larga, uma camisa "Banlon" bordô, uma blusa às costas ou amarrada à cintura, e me sentindo um mixto de James Dean, Marlon Brando, e por um longo tempo, com óculos escuros de aro preto e grosso, como os do Ronaldo, aquele Playboy carioca que participou da morte da Aída Cury em Copacapana, 58 a 62, 63, por aí. Como dizia Ataulfo em seu samba-cançao: "Eu era feliz e não sabia"... na minha pequenina Iperó.

 

Nome:

Elisabeth Rodrigues

E-mail:

...

Mensagem:

Por sinal, Augusto, como não tínhamos ginasial, curso normal, clássico e científico em Iperó, você também fez parte dessa história, isto é, também gastou o chão da querida estação com seus sapatos tipo colegial. Você, super alinhado e de topete impecável, tenho certeza, esquentava a cabeça cursando o científico no "Estadão", uma escola de primeira grandeza, que foi alicerce na formação de ótimos profissionais na nossa região e onde também fiz o curso normal. Na estação se encontravam estudantes de várias faixas etárias. Uns chegavam, outros partiam, indo e vindo, frequentando os vários cursos em Boituva, Tatuí, Sorocaba, Cerquilho, etc.. O que somos hoje, devemos ao empenho de nossos pais (eram tempos difíceis para todos) e também à nossa vontade de sermos alguém na nossa minúscula IPERÓ. Pegar o trem de madrugada, 04h50 ou num outro momento, chegar com o 22h50, era difícil. Mas foi um tempo tão bom que não dá nem pra definir. Concorda?

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Elisabeth, não sei escrever "lindão assim que nem o Tanaka". Tenho dificuldades na 3ª do singular e ele escreve na 2ª. Sou um meninão; ainda chego lá! De qualquer maneira, embora não tenha estudado em Boituva, mas em Sorocaba, também achei muito bom o texto. Quem sabe noutra encarnação, vou para o "Mario Vercelino" e consigo escrever "lindão" como você e o Tanaka. Quem diria. Pra quem levou uma surra da dona Nenê, e o "curadô", da dona Isabel, porque não queriam ir pro Ricardão... agora gastando na 2ª do singular...
É mole, meu!?
Será que não era a 2ª do plural? Coisas do Alferes Mário Vercellino...

 

Nome:

Elisabeth Rodrigues

E-mail:

...

Mensagem:

Tanaka, obrigada pelas considerações, principalmente por que vivemos uma mesma história, a história dos alunos da Escola Estadual Alferes Mário Pedro Vercellino, em Boituva, e a correria para pegar o trem.

 

Nome:

Tanaka

E-mail:

...

Mensagem:

Elisabeth, que bela reflexão sobre a nossa contemporaneidade.
Quanta inteligência e profundidade de pensamento externastes.

 

Nome:

Elisabeth Rodrigues

E-mail:

...

Mensagem:

A morte: “Rrrrrrrrr... paaaaaaaaa...” Tarde triste de sexta-feira, uma freada brusca, um baque e lá ficou a pobre pomba, agonizando, asas abertas no ríspido asfalto. O carro seguiu friamente deixando fortes marcas de pneu no frio asfalto. Ali, no ponto do ônibus,comentários: “É apenas uma pomba!” E se fosse um de nós ou uma criança?
É, estamos ficando frios demais e a morte vai se tornando corriqueira. E a vida? Somos preparados para vivê-la como seres humanos? No berçário, tudo rosa ou azul.Chegou o SERZINHO. Tudo gira em torno da vida. Morte até parece não constar no dicionário. Um belo dia constatamos que somos finitos neste planeta, podemos virar pó e nos afligimos. Nessa hora, nos aprofundamos no misticismo, nas mensagens vindas através dos tempos. Desviamos o nosso olhar das máquinas, da correria e nos voltamos para nós mesmos. Vem a introspecção. Já outros não estão nem aí, andam livres pelo mundo, vivendo só o presente.
Afinal, quem somos nós? Qual a nossa importância neste mundo? O que é a morte? Final e pronto? A vida continua em outra dimensão? Atravessamos um túnel e vislumbramos o paraíso. Caimos num poço como “Alice no país das maravilhas” e nos deparamos com um mundo encantado? Alguém responde seguramente estas indagações? E se ao invés de nos preocuparmos com a morte, focássemos o nosso olhar para a própria vida, que é fugaz, passageira como areia entre os dedos? Estamos valorizando família, filhos, amigos, lugares, momentos? Que atuação temos tido nos grupos sociais, para que tenhamos uma sociedade mais justa?
E o que fazer com as pedras do caminho, incertezas e a incógnita do amanhã? Jesus dormia no fundo do barco em meio à tempestade e cobrou fé e confiança de seus discípulos. Acho que sem fé, sem uma crença, é penoso resistir num mundo tão conturbado. E ela é exercício diário e constante até o último suspiro. Esse tem que ser o nosso foco: caminhar no exercício da fé.

Obs: Esse é apenas o meu ponto de vista. Tão somente e gosto da frase de Guimarães Rosa quando diz que não morremos e sim que ficamos ENCANTADOS.

 

Nome:

Ubirajara Moraes

E-mail:

...

Mensagem:

Olá, caro Hugo.
Boa noite!
Você nos trouxe alegria e nostalgia, quando transcreveu as palavras do saudoso Sebastião Senna Filho, chamado carinhosamente pelos familiares e amigos de "Tão". Encontrei-me com o "Tão" em Campinas em 2010, quando visitava meu mano Tabajara. Cheio de saúde ao me ver, irradiou aquele sorriso que lhe era peculiar na presença de amigos. O "Tão" partiu assim de repente, pareçe que foi ontem!
Madre Tereza de Calcutá disse: "A morte é o maior mistério!" Pareçe que às vezes ela (a morte) chega cedo. Entretanto o poeta um dia disse que ela chega sempre cedo, nos versos:

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
...
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que DEUS deixou aberto.

SEBASTIÃO SENNA FILHO, nosso irmão em Cristo, repousa na esperança da ressurreição para a vida eterna.

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Boa noite, meus AMIGOS!
Segue um texto escrito pelo saudoso Sebastião Senna Filho, em fevereiro/2011, numa conversa por e-mail entre Augusto/Hugo/Sebastião:

"Prezado Augusto,
É um prazer ler os ricos relatos sobre Iperó, coisas que ficam para sempre na memória e traz uma tristeza profunda da maneira que a deixaram. Enfim, convivi em Iperó durante 10 anos, ou seja, dos 8 aos 18 anos. Como você disse, o dia da formatura, inesquecível, melhor que o da faculdade, da mesma forma me recordo. Professora dona Henory, diretora Alzira, sucessora do sr. Virgilio, tempo bom. Para você relembrar, eu sou o Sebastião Senna Filho, que trabalhou na toda pomposa cantina São João, do Bibe. Creio que você saboreou os sorvetes que la fazíamos. Tudo manual, mas feito com dedicação. Lembro-me da participação das aulas com seu tio Lázaro. Meu pai comprava no armazém de seu pai com a caderneta. Hoje já passei dos 66 anos e fico feliz em recordar aquela época. Aos sábados eu engraxava sapatos no salão do grande amigo Agenor, onde lá estava também nosso amigo Ari Araujo. Quando sobrava um tempo, saía do salão e dava uma chegada nos açougues do Zelão (pai do Bisteca), do Ovidio Popts e sr. Genésio Paula Leite, os quais primavam pela limpeza e brilho das suas botas. Eu assim faturava meus quebradinhos...
Moro em Campinas e trabalho em São Paulo.
Obs. O nome da professora (Soraya), parabens pela dedicação de vcs
Um grande abraço,
Sebastião.”

* Referente à professora, acredito que o correto seja SUMAIA, conforme já conversei com o Augusto. Me corrijam se eu estiver errado, mas já vi esse nome várias vezes nos antigos livros de ponto da Escola Gaspar, referentes a essa época citada.

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

...

Mensagem:

Bá, chê! A história nunca vai, fica registrada pra sempre, passada oralmente, com desenhos, escritos, filmada, ou no nosso "miolo", sem de lá sair. Daí sim, perdida, perdida na cabeça de um só. "Jorgínia jogando futebol no campão, levou um cacete, foi ao solo e dona Mariana, sua mãe, libanesa que sabia ser brava quando o assunto era uma de suas crias, invade o campo bra pegar quem bateu Jorginia minha filho". A história dessa família em nossa cidade é rica e podemos escrever sobre ela com vagar. O Jorge está vivo, vivo pelo que fez e pelo que deixou. Que o Senhor esteja com ele na sua passagem. Resta-nos orar por ele e por sua família.

 

Nome:

JR. Moraga

E-mail:

...

Mensagem:

Moraga
Bom dia a todos!
Lamento informar que faleceu nesta data (20/07) o sr. Jorge Abílio Nassif, um dos que lutaram para a emancipação de Iperó. O féretro sairá do velório municipal às 15h para o cemitério local. Mais um pedacinho da nossa historia se vai. À família o nosso sentimento.

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

...

Mensagem:

Patrícia, agradeço pelo carinho das palavras. Escreva suas memórias também. E se puder, me passe seu endereço de e-mail para que possamos manter contato. Escreva para haugustorodrigues@cidadedeipero.com.br
Liráucio, que bom você ter começado a registrar suas lembranças. Foi bom você ter passado lá em casa ontem, pois nos "instigou" ainda mais a ir em busca desses lugares por onde passava a linha velha. Vamos em frente!
Convido a todos para que continuem escrevendo. Em breve, farei uma nova atualização. Tem muito material interessante para acrescentar. Está apenas faltando um pouco de tempo, mas peço a compreensão de vocês.
Grande abraço a todos,
Hugo.

 

Páginas do Livro
 1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22