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Cidade de Iperó - resgate e preservação da história do município

Nome:

Janderson Pereira Ribeiro

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Adorei a iniciativa e o conteúdo do site. Conheço a cidade de Iperó há apenas 18 aos, mas por tudo que já vivi aí, desde quando era só a passeio, até a ida para morar, me apaixonei pela cidade.
A única pena é a construção do presídio. Antes dele não havia tanta droga, roubo e violência, mas nem tudo é perfeito. Sendo assim, AMO ESTE LUGAR.

 

Nome:

Elisangela da Silva

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Muito obrigada pelas informações...
Não me canso de ler e ver as belas imagens da nossa rica Floresta nacional de Ipanema.
Parabéns!!
Um abraço,
Elisangela da Silva.

 

Nome:

Levi Lopes da Silva

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Interessante: ia eu viajando pela rodovia Castello Branco e vi a informação “Floresta Nacional de Ipanema”.
Disse eu: o que será isso? Fui ao Google, descobri, agora quero ir pessoalmente para conhecer.

 

Nome:

Hugo Augusto

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Meus amigos,

O livro está reaberto para o registro de novas histórias. Então, não parem de escrever.
Vamos continuar escrevendo, relembrando, convidando mais gente. Quantos grandes escritores vimos desabrochar aqui nestas páginas… belas histórias… detalhes… nomes… datas... lugares… emoções!!!
É uma imensa alegria a cada vez que entro para atualizar uma página, atualizar o site, e vejo o pessoal contando histórias e fazendo declarações de amor e carinho aos amigos e à cidade. Dessa forma, vamos juntos rumo à comemoração dos 50 anos da emancipação da nossa Iperó!!!
Além disso, com novo material coletado, duas novas páginas foram criadas: uma sobre a retirada dos vagões e outra sobre a questão envolvendo o antigo Depósito/Oficina.
Isso tudo confirma que a nossa memória já não está perdida mais. Assim, novamente falo sobre o orgulho em ter conhecido vocês, motivo pelo qual agradeço sempre pela dedicação de cada um em ajudar a levar adiante esse trabalho importante de resgate e preservação da história da cidade.
Vamos em frente, pois ainda há muito por fazer!!!
Grande abraço, obrigado a todos novamente e fiquem com Deus!!!

 

Nome:

Hugo Augusto

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Gusto,
Infelizmente, acredito que Iperó está “apenas” seguindo o caminho que o resto do mundo já segue há um certo tempo. As coisas vão se tornando tão corriqueiras, mesmo as ruins, que acabam sendo consideradas “normais”.
É uma espécie de doença da qual as cidades grandes sofrem há mais tempo. E acabou se alastrando para as menores também. O individualismo: "Não há interesse pelo outro, desde que o outro não mexa comigo."
Ninguém conhece ninguém e nem faz questão de conhecer também.
Em Campinas é assim... em Jundiaí também... em SP... hoje falamos sobre Iperó... enfim...
A cidade cresceu bastante nos últimos anos e deve estar com aproximadamente 35 mil habitantes atualmente. Perdeu aquela característica de lugar onde todos se conheciam (há 20, 30, 40, 50 anos ou mais) e isso, com certeza, é o que mais contribuiu para a situação citada no seu exemplo e que, realmente, é o que presenciamos no dia-a-dia.
Por isso, esse amor que você tem e declara (graças a Deus) através das lembranças de Iperó e o tio Moraga tem e declara (graças a Deus também) através das fotos de Iperó, procuro cultivar e propagar utilizando cada uma dessas páginas. É sempre um prazer mexer com esse material e reencontrar todo o pessoal das lembranças de vocês, muitos deles que nem conheci, mas marcaram e contribuíram para o desenvolvimento da cidade de alguma forma.
Esses espaços nos ajudam a não nos perdermos as nossas raízes e a valorizarmos tudo o que vivemos até chegarmos aqui em 2014. E acredito que nem tudo está perdido. Apesar de ser um espaço virtual, somos (me refiro a Iperó como um todo) privilegiados por termos construído esse verdadeiro ponto de encontro que hoje é o nosso site.
Grande abraço!!!

 

Nome:

JR. Moraga

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Meus caros,

Gusto escreveu a respeito da banalização dos fatos que nos eram corriqueiros da nossa Iperó.
As pessoas tinham nomes e sobrenomes, todos eram conhecidos. Os que não eram parentes, certamente eram compadres. Hoje não conhecemos as pessoas, não sabemos seus nomes, nem de onde vieram.
"Malemá " reconhecemos alguém. Acreditem: somos invisíveis, ninguém nos vê.
É triste caminharmos pelas ruas do velho centro, local povoado de lembranças e imagens. Talvez essa seja a minha busca. Saio o tempo todo com a câmera na mão, iludindo-me que vou encontrar a minha rua, meus amigos, meu pião... Fingir que vou encontrar no pernoite, no escadão, no campinho da “rua do meio” esses personagens que se foram e não tiveram a delicadeza de me dar um abraço de despedida.
Para o meu consolo, sei que em cada foto, embora ninguém perceba, eles estão lá, espreitando nas sombras, nos quintais, o meu devaneio. Dessa forma reconto minha história: poucas palavras e muitas imagens.

 

Nome:

Augusto Daniel

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A banalização de tudo!
Banalização no sentido de tornar corriqueiros fatos que há anos atrás marcavam, ficavam em nossas memórias, fossem bons ou não. Em Iperó as pessoas tinham nome (a prova é que elas emprestam seus nomes às ruas) e, não necessariamente, as pessoas que eram mais importantes para a cidade. Marcavam os Pedro Loco, Nhá Nina, Cachimbá e outros tantos. Marcavam as datas: Natal, ano novo, carnaval, 1º de maio, Dia das mães, etc. Marcavam os nascimentos, os aniversários, os doentes, os óbitos. Marcavam os apitos, os trens com seus prefixos e horários. Marcavam as senhoras que colocavam "chifres" em seus esposos. Marcavam os “Cruzados” (fita estreita, fita larga), as “Filhas de Maria”, os “Congregados”, o “Sagrado Coração”, o padre, as confissões que nós, crianças/adolescentes, fazíamos, sempre com os mesmos inocentes pecados.
Sabíamos tudo: os nomes, as datas, as coisas eram importantes. Os óbitos, naturais, por afogamento no nosso Sorocaba, por choque elétrico nos operários da ferrovia que trabalhavam na rede elétrica, nos atropelamentos pelos trens e os assassinatos. Esses últimos, então, sabíamos detalhes, pois todos estavam nesse tempo em que as coisas não eram banalizadas.
A TV TEM noticiou em Jundiaí um assassinato, recentemente, em Iperó. Na minha cabeça coisas se passaram: quem seria, como foi, por que foi, etc. Fiz duas ou três ligações e nada. Estive em Iperó e as pessoas pouco sabiam. Conclui, então, que Iperó, "plugada" como o mundo, também está inserida no universo da banalização dos fatos, sejam de que natureza forem. Já eram!!! Aguardamos por novos e não de amanhã, mas se possível da próxima semana. Nada tem "grude", nada fica. Tudo é rápido demais e nesse rápido não entram nomes, datas, lembranças, saudades... isso tudo atrapalha!!!
Coisas para saudosistas...

 

Nome:

Hugo Augusto

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Bom dia, meus amigos!!!
Cheguei em Iperó mais de 20 anos após o "31 de março de 1964"...
Mas sei que o golpe atrasou em praticamente um ano a independência definitiva da cidade. Apesar de a criação do município ter vindo com a Lei 8092 (28 de fevereiro de 1964), as eleições ficaram suspensas após o golpe e só foram autorizadas novamente no início de 1965...

 

Nome:

JR. Moraga

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Boa tarde!

Muito bom podermos voltar a registrar nossas vivências neste Iperó.
Com estamos às vésperas do dia 31 de março, acho que seria interessante o registro dos iperoenses a respeito do dia em 1964:
- Onde estavam?
- Qual foi a reação?
- Como souberam?
- O que diziam as pessoas?
Acredito que dá para formar uma opinião dessa época.
Sei que no dia primeiro de abril de 1964 fomos dispensados das aulas no Ginásio de Boituva. Voltamos a pé até Iperó.

 

Nome:

Jair de Almeida Júnior

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Uma preciosidade histórica preservada. Maravilha!!!

 

Nome:

Augusto Daniel

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Vou a Iperó com muita frequência e o que se torna claro é que a situação criada com metade da cidade, da Silvano (Duque) pra baixo não é aquela que possamos jogar a culpa nesse ou naquele prefeito. Sabemos que a ferrovia pariu a cidade. Esta (a cidade), por sua vez, não amadureceu, não cresceu. Viveu à sombra de sua mãe e nunca passou pela sua cabeça que ela (a mãe ferrovia) pudesse morrer... e morreu!!!
O que sobrou, a filha, muito difícil de ser recuperada, até pode, mas não é tarefa de um só prefeito.
O que vi agora, com a limpeza do pátio, já é um serviço árduo, necessário, bom, mas... um começo.
Como já disse, não é culpa e nem trabalho pra um só prefeito. Iperó não tem tamanho para a colocação “cidade velha” e “cidade nova”. Poderíamos dizer que existe a Iperó que sobreviveu, não muito, mas sobreviveu à morte da mãe; e a Iperó que não morreu, mas está completamente abandonada, à miséria, abandonada e sem perspectiva, numa penúria de dar dó.
Não dá pra censurar quem não fez, dá pra elogiar quem tenta, porque aquilo tudo é federal e a federação não tem o mínimo interesse. Eu já escrevi uma vez: talvez a questão a ser resolvida, como prioridade, seja a da posse legal. Os habitantes da antiga e linda vila ferroviária teriam a posse da casa que ocupam legalizada (bônus), passariam a pagar impostos (ônus) e assim usufruir das benesses que a municipalidade oferece como um DIREITO!!!

 

Nome:

Tanaka

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Que bom que novos autores e atores da nossa Iperó entraram em ação.
Muito recentemente tive o imenso prazer de reencontrar a Titique e o seu marido. Foi uma surpresa e tanto, agradabilíssima, ainda mais que foi completamente sem esperar por tanto.
Abraços a todos.

 

Nome:

Augusto Daniel

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Bom, muito bom!!! Estamos de volta, mais uma vez, graças ao Hugo.
De volta pra contarmos sobre gente, falarmos de gente, gente com as quais estivemos desde o nosso nascimento, rindo, brigando, fazendo as pazes, aprendendo e porque não, também desaprendendo. Gente que amamos, gente que se mudou, gente que continua, gente que nos deixou pra sempre, pelo menos nessa vida. O Gilo com o qual convivi na infância/adolescência e voltamos a nos encontrar no "site" com seus escritos muito bonitos sobre a nossa Iperó. O Geninho, com o qual convivi mais, nas brincadeiras de infância, jogos de botão, futebol, bailes, manhãs e tardes nadando no Sorocaba. Sempre sonhou grande e realizou seu sonho, venceu profissionalmente, que era o seu grande objetivo, como falávamos nas conversas que tínhamos em nossa adolescência. Meu tio Lazinho, um dos três pais que tive, o mais novo, que muito me ajudou e ensinou, que eu amo muito.
Nenhum local, por muito bonito que seja, ou mesmo feio que seja, assume um significado grande ou pequeno em nosso coração, não fosse a presença de gente. Gente é que traz todo o sentido, gente nossa, que nasce, cresce, adoece, sara, fica triste e volta a ser feliz, briga e faz as pazes, chora e ri, gente que amamos muito e que de repente... nos deixa, num vazio profundo, nos rouba o chão, mas... gente que fez conosco uma rica e bonita história. E esse passado vai nos dando força para reagirmos e nos voltarmos para o palco dessa história toda, nos voltarmos para a cidade onde tudo isso aconteceu, voltarmos para Iperó. Então esse local onde vivemos todos, assume uma importância cada vez maior, torna-se uma fonte de energia, torna-se bela aos nossos olhos porque cada canto é por nós conhecido, cada canto tem uma história que conhecemos, e cada história nos envolve porque envolveu gente nossa. Então Iperó não é linda por que é... mas é linda porque nela viveram o Gilo, o Geninho e o meu tio Lazinho, assim como tantos outros também importantes para nós, que nos marcaram para sempre.

 

Nome:

Iraci

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A todos e em memória do Gilo principalmente,

Sempre que histórias de fé, de esperança ou de amor são compartilhadas com os outros, sua verdade e sabedoria se tornam um eco eterno que elevam o coração e a mente daqueles que leem, expandindo e curando a alma de toda a comunidade.
Histórias de fortalecimento que continuam a encorajar os outros em suas viagens desabrocham em momentos do dia a dia das pessoas em que aparentemente nada acontece.
Essas histórias falam da beleza grandiosa e magnífica da alma humana e revelam a todos que não existe uma pessoa média ou comum - somente pessoas extraordinárias e sublimes.

Botucatu, 05 de setembro de 2013.

 

Nome:

Elizabeth dos Santos Calixto

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Ver este site é como viajar num tempo inesquecível!!!
Parabéns!

 

Nome:

Neli Aparecida Politani Rua

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Adorei rever fotos de antigos moradores; alguns convivi durante minhas férias de janeiro quando adolescente.
Fotos de meus pais e familiares... Hugo, parabéns pela iniciativa; tudo está perfeito.

 

Nome:

Silvana Mello

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Oi pessoal, tudo bem? Estava vendo as fotos das famílias iperoenses e vi a segunda foto que está como "a família de Benedicto Peixoto”. A foto é do casamento do meu tio Natanael Peres e Noemi Salmasi. A minha tia está ao lado do seu Benedicto Peixoto, e ao lado do meu tio está o tio Luís (pai do Ubirajara Garcia).
Bem, um abraço para vocês. Saudades de todos os familiares...

 

Nome:

Hugo Augusto

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Boa noite, meus amigos!!!
Nosso livro está reaberto para que continuemos incluindo as nossas memórias.
Depois de um tempão lutando contra os "spam" que diariamente tentam invadir este espaço, consegui incluir um novo bloqueio que, imagino, deve resolver grande parte do problema. Durante esse período, muitas coisas aconteceram, mas o trabalho não parou.
Inclusive, nesses dias de férias minhas, tenho mexido bastante com os arquivos do site, atualizando e incluindo novas informações, imagens, textos e relatos diversos.
Aproveito apenas o espaço para incluir um registro triste: há pouco mais de três meses, em 23 de maio, faleceu em Osasco o nosso amigo Gilo (Ângelo Lourenço Filho). Ele que colaborou durante mais de dois anos enviando importantes registros de suas lembranças em Iperó. A ele, sinceros agradecimentos pelo tempo dedicado a esses escritos e por compartilhar conosco suas memórias. Que Deus o tenha recebido de braços abertos e que, de onde estiver, o Gilo continue incentivando a cada de um de nós que seguimos adiante com esse trabalho de resgate e preservação da história da cidade.
Um grande abraço a todos e vamos em frente!!!

 

Nome:

Antonia Rosa Machado

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Hugo, em 2010 a sua tia Elisabeth me reencontrou e muito feliz contou-me sobre o site de Iperó. Somos amigas desde o tempo de estudantes e há pouco tempo tive a curiosidade de abrir o site e ler os depoimentos do pessoal colaborador. E que pessoal, hein? Em dois dias li todos os relatos e me remeti ao passado muito emocionada. Os fatos citados não me eram estranhos, uma vez que até fevereiro de 1966 eu estava aí em Iperó, me preparando para uma nova etapa de vida a qual eu havia escolhido: enfrentar sozinha a gigante São Paulo, arrumar uma casa para alugar e depois levar a família de mudança. Contava com apenas 17 anos e essas ações não demoraram a ser concretizadas. Em março do mesmo ano recebi a família em São Paulo. Nem precisei ir buscá-la em Iperó. O meu pai, o sr. Custódio sapateiro, providenciou tudo: vendeu o barracão (salão adaptado para moradia) da rua Porfírio de Almeida, vizinho do sr. Raul Guazzelli, e partiu com a família e o cheque da venda do imóvel para a capital onde iríamos começar uma nova jornada em busca de melhores condições de vida, como muitas familias iperoenses fizeram.
Sou Antonia (Titique), a filha mais velha do sr. Custódio e de dona Carmelina (como era chamada). Meu irmão é o Walter. Sou da geração da suas tias, do Tanaka, do Augusto Daniel, da Ana Guazzelli, do Geninho, do Enxadão, da Lurdinha Del Vigna, da Rosa Guazzelli, de outros e do mais especial de todos, meu marido Dirceu Pacheco Machado. Natural de Avaré, mas viveu em Iperó com a familia desde os oito anos. O Dirceu é conhecidíssimo em Iperó. Filho de dona Rachel e Sr. Alipio Pacheco Machado. Tem dois irmãos Mara e José Alipio Filho. O pai já é falecido e a mãe,única cabeleireira profissional de Iperó, hoje com 87, vive em Sorocaba com os filhos. Residimos na capital, mas nunca nos esquecemos das nossas raízes.
Devo lembrar que tenho muitas histórias para contar. Que me aguardem os colaboradores! Só para começar, tenho a dizer sobre o Dirceu: cara trabalhador está aí. Na infância e juventude trabalhou de sorveteiro, vendeu sonhos para dona Esmênia, chupetinha e pirulito para o pai, pintinhos para um viajante, foi ajudante de padeiro, servente de pedreiro e por aí afora. Todas essas histórias são contadas hoje para os netos que nem se interessam mais por historias de contos de fadas...
Estou adorando ler os relatos e depoimentos. Êta pessoal bom!
Iperó deve se orgulhar desse pessoal que escreve muito bem, argumenta e expõe suas idéias.
Parabéns a todos e a você, Hugo, pela iniciativa. Até breve!

 

Nome:

Isabel Pakes

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Encontrei as fotos da festa em louvor a São João Batista numa velha caixa na casa dos meus saudosos pais (Gentil Pakes e Benedita de Jesus Pakes), antigos moradores da Fazenda Ipanema. Nas fotos também está a minha saudosa avó, Maria das Dores de Oliveira, levando pela mão a minha irmã mais velha Maria Madalena. O padre caminha ao lado. Minha avó, muito religiosa, foi uma festeira dinâmica de São João Batista.
João Batista também era o nome do meu avô. João Batista de Oliveira. Trabalhava na pedreira e morreu precocemente na entrada da primavera de 1941, atingido por uma pedra pequenina durante uma explosão de dinamite. Embora tivesse se protegido conforme treinamento, a pedra o atingiu fatalmente na nuca.
Meu pai era ferroviário, funcionário da subestação Sorocabana. No início de 1949, por ocasião da inauguração da subestação Sorocabana de Cerquilho, foi promovido a chefe e veio, com a família, assumir seu novo cargo. Embora eu tenha saído da Fazenda Ipanema com pouco menos de 3 anos de idade, visitando-a em feriados ou finais de semana até os 9 anos, quando íamos à casa da minha avó, ela nunca deixou de exercer um certo encantamento sobre mim. Sinto-me privilegiada por ter nascido nesse lugar tão lindo que tanto amo!
A poesia “Caminho de tantos pés” foi esboçada ainda quando eu cursava a 2ª série ginasial e deixada em minha caixa de guardados, retomada e concluída anos mais tarde. Em março de 2012, uma grande saudade nos levou a rever a Fazenda Ipanema. Estivemos lá, meu tio Irineu Benedito de Oliveira, morador no lugar até a idade adulta (quando se casou e foi morar em Laranjal Paulista), seu filho Antonio José, meu filho Daniel e eu. Meu primo ainda não a conhecia e foi ele quem nos proporcionou esse maravilhoso passeio. Apesar de, pesarosamente, encontrarmos a grande maioria das casas em completo abandono, a natureza nos compensou com sua beleza exuberante.
Tomados de grande alegria, andamos por todos os lugares. Meu tio relembrou de sua infância, sua juventude e dos antigos moradores. Contou-nos algumas histórias do lugar, nos mostrou o torno em que trabalhou antes de se tornar ferroviário, explicando como funcionava. E me mostrou a casa em que nasci. Momento de muita emoção para mim.
Foi uma tarde inesquecível! Retornamos felizes às nossas casas e espero voltar muitas vezes ainda ao "chão verde onde nasci".

 

Nome:

Antonio Sérgio Casemiro da Rocha

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Achei interessante a citação do nome de meu avô, Alfredo Casemiro da Rocha, nos Fragmentos de História, em passagem por Iperó em 1878. Depois disso, meu pai Augusto Casemiro da Rocha, em 1952 foi nomeado coletor federal em Boituva, onde nasci e morei até 1962. E a vida me levou novamente a Iperó em 1989, onde fui servir em Aramar como oficial da Marinha do Brasil. Mundinho pequeno...

 

Nome:

Alessandro Moraga Ramos

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Muito bacana este site. Lembro da minha infância junto de minha família, principalmente de meus avós paternos e maternos. Muita saudade deles!!!

 

Nome:

Marcelo Burgo

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Meus parabéns pelo trabalho desenvolvido no site.
Moro há 10 anos na cidade e pude conhecer muito sobre a história.

 

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Carlos Alberto

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Prazer em ter desfrutado dessas postagens. Lembrei e muito da minha infância nas terras de Minas Gerais!
Meu pai era paulista de Taquaritinga.
Tem como recebê-la em PDF?
Grande abraço a todos.

 

Nome:

Wladir Santos

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Acompanhei atentamente o excelente site de vosmecês.
Estão de parabéns pela organização do mesmo, pelas fotos publicadas, pela abrangência dos temas.
Em 1960 estive aí na siderúrgica com a família de João Carone (do qual a filha mais velha viria a ser minha esposa), repórter da A GAZETA e A GAZETA ESPORTIVA, responsável pela sucursal de Sorocaba.
Ele fez, na oportunidade, uma reportagem que teve bastante impacto, gravando as fotos dessa locomotiva deteriorada que A GAZETA publicou (tenho aqui a mesma, com as fotos, infelizmente impressas com clichês, como eram então as fotografias jornalísticas), ao relento, transformando-se ao longo dos anos em monturo de ferro e aço, cujo destino será, se cuidados não forem tomados, transformar-se em aglomerado de óxido.
Sugeriu, na ocasião, que fosse feito um museu que pudesse abrigar essa e outras peças, testemunhas mortas de uma época gloriosa da nossa História. Passados mais de 52 anos da reportagem, para susto meu essas peças CONTINUAM expostas ao relento, muito mais deterioradas que àquela época. As perguntas são carreiras:
1- foi criado um museu onde elas pudessem ser resgatadas e cuidadas devidamente?
2- a que órgão ficou afeta a responsabilidade de manutenção do museu e/ou das peças como essa locomotiva totalmente destroçada agora?
3- existem planos comunitários para que essas preciosidades históricas saltem de representativas de desmando pela sua integridade, para representativas dos mais áureos períodos da epopéia da siderúrgica multisecular de Ipanema?
Eu gostaria de iniciar um movimento público, contando com a ajuda de todos os que tivessem como ajudar, para que essas máquinas fossem colocadas em salvaguarda do tempo e intempéries. Estou me preparando para oficiar a vários órgãos de preservação de ferrovias, Instituto Histórico e Geográfico, museus, etc, para que isso seja concretizado no menor tempo possível. Outra coisa: tentando salvar as fotos do site de vosmecês, que serviriam de argumento para o pretendido, não consegui o intento. Em qual programa foram elas inseridas? Gostaria muito de receber respostas a estas perguntas. Obrigado.

 

Nome:

Augusto Daniel

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Hoje, num retorno ao passado, Iperó, no aspecto humano, social, parece-me ter sido um exemplo. Não havia classe social. Se éramos preconceituosos, era só da "boca pra fora", pois não praticávamos esses preconceitos. Senão, vejamos: o cargo social de destaque na cidade (tão importante quanto o prefeito, o delegado, ou o padre) era o de chefe de estação; e o chefe que me parece ter sido o que mais se destacou, era afro-descendente (assim, além de ser moderno, não vou pra justiça), Hugo de Moura. Outro chefe que se destacava era também afro-descendente, seu Moraes, lá da Bela Vista. Os meninos, que nas tardes passavam em nossos portões perguntando se havia pão "duro", eram colegas-amigos de escola, rua, casa, etc, e outras situações em que tudo parecia-nos ser normal.
Isso tudo para voltar ao e-mail que o Zezinho Lima enviou. Em Iperó eu nunca vi ou entendi pessoas de bem, ou não de bem, gente A ou gente C. Nasci na minha casa, Porfírio de Almeida, com uma parteira da raça negra. Cresci, dividi, compartilhei com pessoas que foram importantíssimas na minha formação e todas famílias de destaque, incluindo a dos Lima, tradicionais moradores do "barro da Minhoca". O nosso ex-presidente, marcado pelo apelido de Lula, o incorporou ao seu nome. Penso que os Lima deveriam ter incorporado "bagre" aos seus nomes. Na cidade, bastava você colocar a cabeça fora da janela e lá vinha o apelido. Então, alguém, um dia, achou semelhança entre um deles e um "bagre" e lá foi o apelido. Só que "pegou" e, como todos eram parecidos, o bagre, tal qual o nome Lima, passou de pai pra filho. O Zezinho se livrou, porque o irmão acima dele carregava o nome – “bagre” - com muito vigor. Importantes foram por trabalharem na ferrovia, por tocarem na banda (para mim só esse motivo já bastava), por terem partilhado conosco do que de melhor uma cidade podia oferecer de infância, adolescência a seus moradores. Importantes, porque dividiram comigo o cinema, o campo de futebol, o rio, os carnavais nas matinês, a igreja, os bailes, os jogos de botões, o Gaspar. Isso tudo, principalmente com o Zezinho. Enfim, a família Lima não é mais nem menos importante que os Pavon, os Garcia, os Eid, os Zovaro, os Mioni, os Moraes, os Moura, os Bertolli, os Rodrigues, etc. Todos fizemos parte de uma grande e importante família, a família Iperó. Penso até que em uma foto de time de futebol, estou ao lado do Zezinho. Os Lima, os “bagre”, ou os “Lima-bagre”, mais uma família maravilhosa de nossa cidade.

 

Nome:

Hugo Augusto

E-mail:

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Mensagem:

E quem melhor para falar sobre os LIMA, se não o nosso amigo Zezinho de Lima?
Zé, é hora de escrever sobre seus familiares... as histórias de vocês... se tiver fotos, nos enviar também...
Meu amigo, foi assim que conseguimos montar o arquivo que temos até aqui... e bem sabemos que ainda falta bastante coisa... a história de vocês é uma dessas peças faltantes do quebra-cabeça, apesar de alguns dos seus familiares já terem sido lembrados com bastante carinho nos escritos que temos arquivados na página "Fragmentos".
Grande abraço e fique com Deus,
Hugo.

 

Nome:

Zezinho de Lima

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Mensagem:

Gostei de tudo o que foi comentado sobre Iperó; só foi esquecido de falar da família Lima, tais como Avelino R. Lima, Vicentão (vulgo “Pai”), Zezinho de Lima, Bagrinho, que são de uma das famílias mais antigas de Iperó.
Grato.

 

Nome:

Victor Antonio Faiao Schiffel

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Mensagem:

Não conheço a Fazenda Ipanema, mas irei conhecê-la brevemente.
Tem um grupo de fotógrafos aqui de Salto que está pretendendo fazer uma excursão para uma visita.
Parabéns. Isso dá uma saudade louca.

 

Nome:

Deliangela Cardoso

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Mensagem:

Muito interessante a história, as fotos antigas e a restauração.
Obrigada por preservarem este patrimônio nacional.
Gostaria de ser informada em relação a atividades que são realizadas na Fazenda Ipanema.
Grata,
Deliangela

 

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