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Cidade de Iperó - resgate e preservação da história do município

Nome:

Elias Ramos de Melo

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Gostaria que o governo brasileiro tivesse mais vergonha na cara e cuidasse melhor deste patrimônio que ajudou muito na evolução da economia brasileira. Inclusive, que criasse um decreto para recuperar toda a extensão original.
Obrigado.

 

Nome:

Ubirajara Moraes

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Mensagem:

Carlos R. Almeida me fez lembrar Carlino R. Camargo, maquinista em Itapetininga. Grande Carlino! Lendo os comentários do Carlos R. Almeida, lembrei da situação que tão bem ele definiu, sobre atrasos de trens que ocorriam por volta dos idos de 1960. À época eu era telegrafista. Lembro como se fosse agora o absurdo daqueles atrasos. Parece que tudo isso aconteceu quando resolveram detonar as ferrovias em prol das rodovias. Confesso que tinha vergonha de ver a composição de passageiro parada na estação, com mulheres, crianças, alguns até doentes em busca de médicos, às vezes em viagens longas, aguardando linha por até mais de uma hora. Sem falar nos acidentes. Então, aí a coisa ficava complicada. O mais grave é que muitas vezes os trens de passageiros ficavam retidos em estações pequenas sem recurso algum. Além desses atrasos, diziam à época que a prioridade era o transporte de cargas. Quem quisesse viajar, que fosse de ônibus: era mais rápido! Absurdo! E tem mais: testemunhei outro absurdo que era o aumento das tarifas de transporte de cargas, que começaram a ocorrer quase semanalmente. Então, cito o que vi: na estação de Rechã, no ramal de Itararé onde trabalhei, era feito carregamento de madeira de eucalipto, que seguia para a siderúrgica de Volta Redonda. Acontece que o aumento constante das tarifas acabou por desestimular o transporte por via férrea. Lembro-me do dia em que o gerente da fazenda Monte Verde me disse: “Agora não vamos mais despachar cargas pela via férrea; o transporte rodoviário ficou mais barato!”
Foi assim. Um desmanche sistemático das ferrovias!
Hoje restou-nos (ex-telegrafistas e ferroviários em geral) um encontro anual no mês de dezembro, aqui em Itapetininga, no restaurante do Fishing Park, onde almoçamos. Para quem se interessar, há camisetas com o logotipo da “E.F.S” como lembrança. Nesse evento comparecem antigos colegas de várias cidades, como Sorocaba, Assis, Tatuí, Itapeva e outras.
A MEMÓRIA FERROVIÁRIA não pode morrer pelo que as ferrovias representam para o desenvolvimento do País!
Louvamos o trabalho que o Hugo desenvolve para preservar não só a história da cidade de Iperó, mas também a da ferrovia.
E já que falamos em MEMÓRIA FERROVIÁRIA, por que não lançamos a ideia da elaboração de projeto de um MUSEU FERROVIÁRIO EM IPERÓ de proporções que estejam à altura da moderna museologia? Não apenas um arremedo de museu ferroviário.

 

Nome:

Ralph Mennucci Giesbrecht

E-mail:

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Site:

http://www.estacoesferroviarias.com.br

Mensagem:

É muito legal ver, nas fotos, os trens e o pátio funcionando.
Quando fui a Iperó pela primeira vez, em 1998, já estava tudo abandonado, embora ainda passassem ali dois trens de passageiros: o SP-Prudente e o Sorocaba-Apiaí.

 

Nome:

Carlos R. Almeida

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Mensagem:

Tenho muitas recordações de Iperó, entroncamento para a linha de Itararé.

Duas rápidas:

- Certa vez vindo de Itapetininga no MS 6 (1 carro) chegamos em Iperó as 18h30. Devido o atraso (Mais de 4 horas) do trem no qual seriamos conectados (P 4), foi designada uma locomotiva elétrica para nos levar a São Paulo. Naquele momento passava o LR 8 cujo horário era 13h39. E tudo debaixo de chuva torrencial.

- Em outra oportunidade, também regressando de Itapetininga com o P 2 (Horário em Iperó 08h12), ficamos retidos aguardando o trem de conexão (N 4, procedente de Maringá) por mais de 2 horas. Não havia locomotiva disponível.

Memórias, memórias...

 

Nome:

Odacir Peixoto

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Mensagem:

Acabei de ler as notícias deste site e, ao entrar, foi como entrar no túnel do tempo. O nome dos grandes professores que tivemos, as fotos, alguns amigos, muitos dos quais partiram deste planeta só nos deixando saudades!
Ao mesmo tempo, me deixam triste e contente. Triste pelo descaso das autoridades, pelo abandono da nossa querida Iperó, daquela que foi nosso berço de civilização, principalmente o meu, onde aprendi me espelhando na conduta e procedimento do saudoso Benedito Paula Leite Júnior (o “Dito da Loja”) a ser gente grande. Quanta coisa boa aprendi com esse grande homem e competente empreendedor que Iperó conheceu. Claro que outros grande empreendedores na época pisaram em Iperó, tais como, Augusto Garcia, Luiz Ramos, Abilio Nacif, José Calixto, Calil Eid, Amadeu Eid, Felicio Eid, Adib Eid, Vital da Silva Rosa, Alfredo Del Vigna, Orlando Ferreira, Dona Sada, Gumercindo de Campos, Joãozinho Domingues, Alfredo Sartorelli, Carlito Sartorelli, Orlando Sartorelli e muitos outros, cujos nomes não me lembro no momento e por isso peço desculpas por não apresentá-los no rol.
Contente por ver a mobilização de todos os articuladores que se apresentaram neste site, demonstrando-nos que podemos e devemos fazer a diferença e resgatar a memória de Iperó. Meu tempo não é muito, mas dá e prometo fazer alguma coisa.
Estou tentando achar alguns dos "perdidos" por vários caminhos.
Um abraço a todos!
Parabéns ao Hugo Augusto Rodrigues pelo seu esforço incomensurável objetivando resgatar a memória de nossa querida e inesquecível Iperó!

Odacir Peixoto

 

Nome:

Aparecido J. Quevedo – Cidinho

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Mensagem:

Sou filho vizinho dessa terra maravilhosa. Meu pai foi vereador de Iperó, por Bacaetava, onde morou durante a vida inteira. Tínhamos terra na região. Meu avô, João Antunes Quevedo, era agricultor forte de algodão e feijão na região do Morro, da Fazenda Velha. Tenho a arvore genealógica da família, que foi desbravadora de Bacaetava.
Meu falecido pai teve armazém de secos e molhados durante mais de 40 anos. Era o único do lugar. Durante muito tempo recebíamos mercadorias pelo trem da E.F.S para suprir os estoques.
Estudei no ginásio em Iperó e parte do colegial também no Gaspar Ricardo. Tenho muitas lembranças daí e amigos.
Quando via as fotos, parecia que estava vivendo de novo aquilo. Vi fotos de meu pai no time do Sorocabana e na Câmara Municipal. Sou do mesmo tempo do Alsemir, do Inho, do Gersinho e de muitos outros que estudaram comigo. Afinal, quem não conheceu a nossa turma?
Estou à disposição.
Parabéns a você ou a vocês que construíram esse site. Tenho fotos de meu pai, que talvez sejam importantes para vocês.
Atualmente, moro no MT, sou professor e tenho um casal de filhos em Sorocaba, do primeiro casamento, e uma menina do atual. Mas é assim: a história é uma ferramenta para vermos a capacidade construtiva ou destrutiva do homem no decorrer dos séculos.
Um grande abraço.
Cidinho

 

Nome:

Dinalva Torres

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Mensagem:

Caro Hugo,
sou professora e coordenadora de uma escola em São Paulo e estou orientando alguns professores que promoverão uma visita com alunos em Iperó.
Visitei o site e o achei maravilhoso. Bem construído e com conteúdo espetacular.
Parabéns.
Atenciosamente,
Dinalva.

 

Nome:

Elisabeth Rodrigues

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Mensagem:

Não havia um ferroviário com esse nome, Luiz Rossi, que morava perto do Agenor barbeiro? Parece-me que era alto, branco. Será que estou enganada? Será que o sr. Telo poderia informar?

 

Nome:

Augusto Daniel

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Mensagem:

Dentre os e-mails que circulam, tem "corrido" um que faz uma comparação das mudanças na psicologia da educação (pais), do ensinamento/educação (professores), entre os anos 50 do século passado e o ano 2011 deste século. Também há um comparando o modo de vida entre os mesmos anos. A comparação sempre pende "pros anteriormente". Há exagero, evidentemente. Se quisermos, e não nos apegarmos somente ao passado, coisas maravilhosas existem agora. Penso que antes o relacionamento entre as pessoas era muito melhor, e hoje a evolução tecnológica é fantástica. Porém, me parece que as nossas recordações são boas, agradáveis e também entusiasmam as pessoas mais jovens que as leem. A idade nos permite, e até com facilidade, que busquemos "lá no fundo de nossa memória" essas recordações. Já, ao contrário, a mesma idade nos trai em coisas recentes. Com facilidade trago lembranças da infância, adolescência, todas boas; não que inexistam as tristes. De Ataulfo, “Que saudade da professorinha, que me ensinou o bê a bá, onde andará Mariazinha, meu primeiro amor, onde andará? Eu, igual a toda meninada, quanta travessura fazia, jogo de botão pela calçada, eu era feliz e não sabia!” Tudo isso pra dizer que na minha formatura do "primário", em 1959, professora Mirtes (muito boa!), eu fazia parte do coral organizado por uma professora de nome Sumaia ou Soraya (falha-me a memória, nome muito estranho, a mim pelo menos, numa época em que pululavam Marias). Coral que iria cantar na noite da minha formatura, no "glorioso" Sorocabana Esporte Clube, o cinema. Evidente que muito ensaiamos o "Hino Nacional" e a professora nos ensinou que, quando cantamos, não terminamos uma palavra com "te" ou "ti", mas com "tchi". Por exemplo: ‘evidentchi’. Dizia ela que ficava mais "chique". Bem, há uma música de Ary Barroso, compositor e locutor esportivo carioca, o mesmo de "Aquarela do Brasil", que esteve com Carmem Miranda uma vez na Bahia, Salvador, e fez "Na Baixa do Sapateiro". Esta seria a única que cantaríamos após o Hino Nacional. Muito ensaiamos e a cantamos naquela noite, para mim mais linda que a noite de minha formatura na universidade, pois foi a primeira, e todas as pessoas importantes que eu amava, lá estavam, vivas, encarnadas. Até hoje eu a canto no meu banheiro. Nunca me esqueci da letra e canto com "tchi". Continua linda!
Estive recentemente em Salvador e vi uma placa indicativa mostrando a localização da "Baixa do Sapateiro". É assim chamada, porque é uma baixada onde haviam sapateiros. Eu me emocionei, parei e do alto de uma pequena colina (acima da baixada), fiquei olhando por um tempo. Se não é tão linda hoje, pareceu-me maravilhosa. E fui de 2011 a 1959. Lembrei-me de que "... na Baixa do Sapateiro, conheci um dia, a morena mais frajola da Bahia. Pedi-lhe um beijo, não deu. Pedi-lhe a mão, sorriu. Pedi-lhe um abraço, não quiz dar. Fugiu..." e vai por aí, numa música muito bonita. Em Salvador, eu estava em Iperó, naquele momento, em minha memória, tão capital como ela, na noite de minha formatura, cantando, feliz com a minha gente. Cantando "Na Baixa do Sapateiro", usando os "tchi" como nos havia ensinado a querida professora Sumaia (ou será Soraya?). Minha memória está falhando para coisas recentes: 1959...

 

Nome:

JR. Moraga

E-mail:

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Mensagem:

Obrigado, Hugo, pela informação. Por pura preguiça, relaxo e mais um monte de coisa, nunca parei para verificar a data da obra.
Grato.

 

Nome:

Augusto Daniel

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Mensagem:

Grande Hugo!!! Quando eu era menino (e faz tempo pra cacete), ou mais até (sou mais novo que o Tanaka), nos idos anos cinquenta, a estrada que ligava Iperó (cidade) à "PONTE DE TERRA" (assim era chamada a ponte velha que ligava, pela estrada, Iperó a Boituva) começava no fim da Porfírio, seguindo além da antiga casa da banda, pegava o DESCIDÃO DO “HAMIRTO PRETO”, passava por cima da linha do ramal de Tatuí e logo à esquerda havia uma casa onde morava a dona FIGÊNIA (Efigênia), mulata de cabelo "pichaco", mãe de um rapaz chamado João, cujo pai que vivia com a Figênia, é claro, era um homem "vermelhão", de calças longas e soltas, simpático, italiano, chamado Luiz Rossi. Era o "faz tudo": pedreiro, limpava terreiros, plantava jardins, enfim, resolvia qualquer problema. Abaixo do campo de futebol, descendo em direção à "linha do trem", lado oposto ao posto de gasolina do Marcos, era um terreno enorme que pertencia ao sr. Luiz Rossi. E apesar de minha idade, entre 8 e 10 anos ( o Tanaka tinha uns 15 e o Airton uns 13), eu me lembro porque meu avô Augusto comprou todo o terreno que pega, acho eu, toda a Vila Augusta e vai até a linha, onde ele fez uma bela chácara, muitas frutas e um grande "apiário": criava abelhas e colhia o mel. Ele tinha uma vestimenta toda especial para cuidar das abelhas e não ser picado. Eu tinha uma igual, própria ao meu tamanho, para ficar junto a ele no apiário. Um beijo no seu coração, grande Hugão!!!

Ainda sobre o sr. Luiz Rossi, ele como nome de rua, um homem simples, sem muita expressão, é uma coisa muito bonita, exatamente como Iperó. Não sei de outra cidade que faça isso. Eu não concordo com as mudanças ridículas que fazem com gente de Iperó, como por exemplo o campo de futebol que era Horácio Hugo de Moura (um senhor chefe de estação que muito fez por Iperó), despencou do trono para que subisse o sr. Bertolli (outro chefe de estação que também foi muito ativo), e na festa veio a viuva sra. Eulina e o filho Zito, e depois, sem mais, vira Praxedes. O P.A., que tinha o nome de Orlando Ferreira, pessoa maravilhosa que tinha uma farmácia e muito ajudou as pessoas em Iperó, numa época em que médico não era fácil, foi desbancado sem mais. Já no caso do Silvano, achei que foi bom, porque foi trocado o nome de uma personagem importante, por alguém da cidade, como penso ser o correto. Além do que, o Silvano foi um grande "sãopaulino". Tá cheio de rua para se dar nomes. Não precisa "rancar dum pá dá protro", é não?

 

Nome:

Hugo Augusto

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Mensagem:

Caros amigos,
tenho "cercado" essas mensagens com propagandas. Bloqueio a cada um desses que entram aqui e, quando conseguem uma brecha para publicar novamente, entro no livro e apago. Realmente, é um "saco". Mas, a gente contorna a situação e segue em frente.
Tio, a propósito, fui agora pela manhã (detalhe: a pé) até o marco "Santo Antonio". É de 1953. Nos azulejos que contém a imagem, consta a data e a assinatura do autor da bela gravura. Se entendi bem, é algo como "S Fartura - 1953".
Aproveitando, alguém se lembra do sr. Luiz Rossi? Hoje é nome de rua, onde fica a escola "Henory". O pessoal da escola me perguntou sobre ele e não consegui nada a respeito.
Se souberem, escrevam aqui no livro mesmo, que posteriormente repasso a eles.
Grande abraço a todos,
Hugo.

 

Nome:

Augusto Daniel

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Mensagem:

Meu querido Airton, você é um tanto quanto difícil. Surge vez em quando. Tenho certeza de que você tem muitas histórias. Lembra-se dos bailinhos no cinema, com sonatas tocando LPs de Paul Moriat, Ray Coniff; dos boleros, chá-chá-chá, samba, músicas italianas lindas? Algumas vezes fizemos à noite em sua casa. Eu chegava do ginásio em Sorocaba, com o N1, jantava, tomava um banho e saía desesperado para o bailinho. Sai da toca meu amigo!!!

 

Nome:

Airton Moraga

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Mensagem:

É de deixar indignado ver um sujeito, que acredito nunca ter feito parte de nossa cidade, de nossa história, aparecer de uma hora para outra vendendo produtos. O que é isso? Traga-nos coisas úteis, como relatos, fotos!

 

Nome:

JR. Moraga

E-mail:

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Mensagem:

Estou de pleno acordo com o Augusto. Vamos boicotar esse idiota!

 

Nome:

Augusto Daniel

E-mail:

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Mensagem:

O senhor que usa esse site para fazer propaganda de seus serviços, é muito cínico. Penso que nós que atendemos ao objetivo do site, deveríamos boicotar os seviços oferecidos pelo mesmo, não acham?

 

Nome:

Leandra Mara M. Figueiredo

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Mensagem:

Parabéns por seu trabalho. Ficou muito lindo este site com fotos antigas.
Nos emocionou muito ao ver nossos entes queridos como Lucas Figueiredo, Orlando Canal, Antonia Canal sendo homenageados.
Um muito obrigada e um abraço!

 

Nome:

Silvana Mello

E-mail:

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Mensagem:

REALMENTE, ISTO É SAUDADE DOS TEMPOS QUE SE PASSARAM, DAS RODAS NAS PRAÇAS, DAS CANTIGAS DE VIOLÃO, DAS AMIZADES SINCERAS, DA BONDADE, DA INGENUIDADE, DOS DELICADOS DA VENDA DO JAPONÊS DA RUA PORFIRIO DE ALMEIDA, DOS VAGÕES DE TREM, DA QUEIMADA NO MEIO DA RUA, DE FICAR HORAS DEITADA NO MEIO DA RUA OLHANDO PARA O CÉU. TUDO BEM, QUASE NEM EXISTIA CARROS NAQUELA ÉPOCA. SAUDADES DA CABRA CEGA, DO ESCONDE-ESCONDE, DAS BRINCADEIRAS DE RODA CANTADA, DOS PÃES CASEIROS, DOS BOLOS, DOS DOCES DE ABÓBORA COM CÔCO E LEITE, DOCE DE MAMÃO VERDE, DOCE DE SIDRA, DE LARANJA. HUM, COMO ISSO TUDO ERA BOM!!!
QUE SAUDADES DOS CHARUTINHOS DE FOLHA DE UVA DA AVÓ FLORIZA. AINDA CONSIGO SENTIR O CHEIRO DAS FOLHAS NOVAS QUE MEU AVÔ VICENTE COLHIA PARA ELA. SAUDADES DO PÉ DE MANGA QUE ELE GOSTAVA. ALIÁS, ELE GOSTAVA DE TODOS OS PÉS DE FRUTAS DO QUINTAL. CLARO QUE SEM ESQUECER O MEU LINDO PÉ DE PITANGA: ESSE EU CARREGO COMIGO...
QUE SAUDADE, SAUDADE DE TUDO QUE A LINDA INFÂNCIA ME DEU. TRAGO VIVO ISSO NA MEMÓRIA. ACHO QUE RELEMBRAR É VIVER E ESTE SITE TRAZ VIVO AS MAIS BELAS LEMBRANÇAS DA MINHA TERRA QUERIDA, MINHA DOCE E ETERNA IPERÓ.

 

Nome:

Karina Lolli

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Mensagem:

Nossa, maravilhoso recordar tempos bons que não voltam jamais...
Tenho várias fotos que acho que iriam ficar muito boas aqui. Gostaria de saber como posso enviar. Tenho um arquivo dos carnavais, tenho algumas coisas e gostaria de poder participar com meus arquivos. Favor, entre em contato pelo e-mail e parabéns! Tudo muito lindo. Conhecer um pouco mais de nossa querida cidade que amo tanto.

 

Nome:

José Luiz Sanches

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Trabalho espetacular, que dispõe um acervo de valor inigualável, uma rica fonte de pesquisas e conhecimento da história.
PARABÉNS!!!

 

Nome:

Tanaca

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Muito boas lembranças, Ubirajara. Você me fez recordar de uma brincadeira de criança que eu curtia muito, mas que entretanto estava apagada da minha memória: era o rodar um aro com um pedaço de arame que, como você disse, era dobrado em forma de "u" em uma de suas extremidades e que se encaixava nele para impulsioná-lo. E, olha, um bom exercício físico, pois ninguém queria rodá-lo devagar mas sempre com a maior velocidade que se conseguisse e sem deixá-lo escapar do nosso controle. Êta véio tempo esse!

 

Nome:

Ubirajara Moraes

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Mensagem:

Boa, Tanaca! Muito boa a lembrança do "naquele tempo" chamado barbeiro Agenor. Lembro-me muito bem do Agenor. Era chegar lá sentar na cadeira e lá vinha a pergunta: "Americano ou alemão?" Como sempre ia com meu pai, a resposta era sempre ele quem dava: "Alemão!". Acredito que a moda era um resquício dos tempos da Segunda Guerra Mundial. O corte ‘alemão’ era quase raspada a cabeleira toda; já o ‘americano’ era para manter um pouco mais de cabelo na cabeça. Depois, os tempos se foram, vieram os cabeleireiros e os hoje chamados "hair stylist". Interessante. Dá o que pensar. Encontrei por essa vida outros cabeleireiros com esse mesmo nome.
E falando em lembranças das brincadeiras da nossa infância, quem se lembra? Após a chuva, a terra úmida, era a vez do "finca-finca". Se ventava, vinha o que chamávamos de "soltar papagaio", também conhecidos como "quadrado", "pipa", etc. E o pião? A brincadeira era fazer uma roda, soltar os piões e ver quem rachava o pião do outro. O pai do Odacir Peixoto até nos ensinou a fazer o pião com nó de pinho. E onde achar o nó de pinho? De vez em quando passavam vagões carregados, vindos do Paraná! E por aí se vai. "Pular mula", o "balança-caixão", "brincar de mocinho e bandido" baseada nos filmes de faroeste. Alguém se lembra de mais alguma brincadeira? Agora, a coisa ficava boa quando à vista do pai ou da mãe, entravam as meninas para brincar. Vinha o "corre-lenço", o "passanel", "amarelinha". Enfim, o tempo passou e ficou a lembrança.
Ah... ainda tinham as "bolinhas de gude", com duas variantes: os triângulos desenhados no chão com as bolinhas caseadas e o "buraco" (um pequeno buraco no chão) onde o objetivo era colocar a bolinha dentro. E quem jogou, acredito que até hoje se lembra do "perca na buca se não der", significando que perderia a vez se a bolinha não caísse no buraco. "Rodar arco" consistia num pequeno aro redondo, rodado com um arame dobrado em uma das extremidades, que encaixava-se nesse arco. E com as meninas tinha também o "jogo de saquinhos".

 

Nome:

Tanaca

E-mail:

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Mensagem:

Se existia um local concorrido para colocarmos todos os assuntos em dia em nossa época em Iperó, este sem dúvida alguma era a barbearia do Agenor. Hoje eu não sei mais dizer se a dita cuja tinha um nome propriamente dito, comercial, pois só me lembro me referindo a ela pelo nome de seu proprietário, ou seja a “Barbearia do Agenor”.
Para, por exemplo, nos atualizarmos com as notícias do esporte, nenhum outro lugar nos proporcionava gratuitamente a leitura do famoso jornal esportivo da época, ou seja, "A Gazeta Esportiva". Só lá tínhamos, assim, essa oportunidade de manusearmos um jornal e, como disse acima, de graça. E, olha, vindo da capital, que importância para a época! Que iniciativa singular. Portanto, hoje podemos dizer que parece até que ele é quem estava nos incentivando o gosto pela leitura. É claro que essa referência é mera força de expressão, pois com certeza não era essa a intenção, mas sim, a comercial, ou seja, a de fazer mais um agrado, o de cativar mais aos fregueses do que qualquer outra coisa, bem como de não os impacientar tanto com a demorada vez para se sentar na cadeira de barbeiro, pois tinham estes o jornal para a respectiva leitura durante a espera. E tudo isso é que o motivava para a compra do jornal. Agora, nos sábados, então, houvesse paciência para aguardar a longa espera, pois o movimento era por demais concorrido e a barbearia fechava muito mais tarde do que o costume dos demais dias da semana.
E, para falarmos um pouco do jornal, suas fotos ilustrativas e mais as reportagens eram uma sensação só e muita empolgação para todos nós que tínhamos a oportunidade da sua respectiva visualização e leitura. À medida que o líamos, ficávamos imaginando as cenas futebolísticas, os lances de craque ali descritas.
O que também fazia parte das nossas distrações, dos nossos divertimentos, sem dúvida era o jogo de damas. Quem não passou lá horas e horas disputando várias partidas no respectivo tabuleiro, eliminando este e aquele concorrente até ser proclamado o vencedor das concorridas partidas disputadas no dia?
Outro dos nossos costumes interioranos era o de sempre reservarmos principalmente o sábado, para o cuidado com a aparência, como o corte do cabelo, o fazer a barba, o vestir a roupa nova ou a melhor roupa, o namorar, etc… por isso ter-me acima referido que tudo era muito mais concorrido no final de semana.
Quando os fatos estão acontecendo no momento em que vivemos, não nos damos conta da sua importância, mas quando transcorridos depois tantos anos e quando refletimos a respeito, é que podemos aquilatar os acontecimentos vividos e fazermos o nosso reconhecimento a respeito. Quem, portanto, poderia oferecer entretenimento e porque não dizer um pouco mais de atividade prazerosa para todos nós, senão ele, senão a figura humana em apreço, uma figura humana pacífica, a quem, desta forma, rendo a minha homenagem? E falando dele, imediatamente recordo-me da sua esposa, a d. Rute, e seu violino, que também foram marcantes. Portanto, além do esporte, do cinema, dos bailes, era ali naquele pequeno recinto que completávamos as nossas atividades de lazer.
Necessário dizer que ele também não deixou de ser um "professor", um "mestre", pois ensinou para outras pessoas a prática do seu ofício e que fizeram deste a sua profissão. Fez ele com este seu gesto a sua contribuição social para a sua gente.
Eu bem posso dizer da sua personalidade pacífica e da sua paciência com os respectivos fregueses, pois o que eu "brigava" com ele quando ia cortar o meu cabelo, não é pouco não. Eu, pra variar, achava sempre que ele não tinha feito o corte como eu queria, mal tendo a consciência de que o meu cabelo ruim, sim, e que de nenhuma forma colaborava. Muita falta de coerência a minha. Entretanto, ele pacificamente, como disse acima, apenas ouvia sem me revidar com deselegância.
Bem, mas não só de jornal e do jogo de damas consistia a atividade de lazer do salão de barbearia, senão também para tratar de todos os assuntos sociais e fofocas vividos pela nossa comunidade, como muitos com certeza vão se recordar. Também havia muitas discussões acaloradas e gozações ali dentro. Interessante registrar igualmente o costume dos homens adultos da época, com exceção de alguns poucos, de "fazer a barba" exclusivamente na barbearia, diferentemente de hoje. O ritual era mais ou menos o seguinte: depois de devidamente vestido o avental branco, colocado pelo Agenor, que ficava amarrado ao pescoço do freguês na sua extremidade superior pelas duas respectivas tiras, ver aqueles rostos rudes cobertos de muita espuma muito branca e ele afiando pacientemente e demoradamente a navalha numa tira de couro, para depois, com muita habilidade, raspar os pelos da chamada barba. Pode-se hoje dizer que é realmente coisa do passado.
Entretanto, é de registrar que essa sua forma de agir no seu ofício sem nenhuma pressa, esse seu ritual de muita calma chegava às vezes a irritar aquele que estava sentado na cadeira de barbeiro esperando que ele terminasse o mais rápido o que deveria ser feito. Tanto quanto os que estavam esperando a vez, já que ele antes também já haviam demorado um tanto quanto manipulando o seu pincel de barba no pote que acondicionava o creme de barbear para formar a espuma. Parecia interminável o ritual, pois ele ficava também um bom tempo passando a espuma com o pincel no rosto de quem iria barbear, mas que ele com o seu trejeito de se expressar apenas dizia que era para melhor massageá-lo e cortar e não perder o fio da navalha.
Em seguida, vinha a higienização da pele do rosto que era feita com a loção pós-barba, loção esta que era preparada, se não me engano, por ele mesmo, e também muito talco, vejam só, muito talco, que estava acondicionado numa bombinha de borracha que ele apertava e, por diminutos orifícios na parte superior, saía todo aquele pó e era direcionado para o rosto do barbeado. Fechasse-se os olhos, no entanto.
O hábito de fazer a barba no barbeiro, para os mais adultos, estava tão enraizado no costume da época, que eu me lembro que o meu pai, mesmo tendo ganhado um barbeador elétrico do filho, nunca o usou, alegando que não se adaptava com o mesmo. Mas não se adaptava, porque também nunca fez o menor esforço para se adaptar a usá-lo, para ele continuar fazendo a barba na barbearia do Agenor. Era a praticidade. Acabei levando-o comigo para a minha casa e o utilizei por muitos anos, até que adquiri um mais moderno. E, olha, o dito cujo era muito bom. Não quebrava nunca. Apenas o seu desenho ficou um tanto quanto ultrapassado.

 

Nome:

Cristiano Soncim

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Mensagem:

Hugo, parabéns pelo site que você fez a respeito da história da nossa tão amada Iperó.
Gostei demais. Hoje parei para dar mais atenção!!! Que você possa ainda ter muito sucesso nesta área de jornalismo. Parabéns, meu grande amigo!!!
Se você for fazer alguma atualização ou alteração, gostaria de pedir para postar a história do meu avô Gumercindo, que benzia crianças e teve 23 filhos. É pai da minha mãe e faz parte da família Antunes. É uma grande história e muitos em Iperó e região o conheceram!!! Se puder, agradeço.
Valeu!!! Abraço...

 

Nome:

Anita Leocádia Americo Collaço

E-mail:

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Mensagem:

Eu morei nesta cidade de 1966 a 1979. Estudei no Gaspar e no Henory... tempos maravilhosos aqueles. Morava na Rua Porfirio de Almeida em frente a barbearia do seu Agenor. Brincávamos muito na rua, de queimada, esconde-esconde, etc... era tudo muito mágico! Depois, vieram os bailinhos, primeiro nas casas, depois no clube Sorocabana e Esplanada. Muito bom e saudável era aquele tempo. Aliás, foi lá no Sorocabana que conheci meu marido. Dia inesquecível.
Enfim, sempre visito este site para que as melhores lembranças de minha vida voltem como se fosse uma mágica. Consigo ouvir os risos das crianças brincando na rua, o barulho das festas que faziam parte da cidade, as conversas na escola, os desfiles. Tudo muito bom.
Tenho saudades de tudo, das pessoas, do meu pai que adorava participar de tudo para ajudar em prol desta cidade.
Enfim, agradeço a você por este projeto maravilhoso trazendo às pessoas recordações desta cidade que guardo com carinho no meu coração.

 

Nome:

Paulo S. Araújo

E-mail:

...

Mensagem:

Venho por essa , em nome de meu pai Ary Araújo, agradecer a todos aqueles que por uma simples lembrança, nos proporcionaram muitas alegrias. Gostaria muito que o sr. Tanaka, sr. José Moraga e todos aqueles que conhecem meu pai, entrassem em contato com ele pelo telefone (11) 2546-4205 ou que me passassem o e-mail para mantermos contato. Ele ficaria muito feliz e nós da família Araújo também!!! Obrigado a todos!!!

 

Nome:

Cmte. Delfino

E-mail:

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Site:

http://www.aventureirosdoar44.blogspot.com

Mensagem:

Hugo, conheci seu site através do Ronaldo Messias, um apaixonado pela IPANEMA, como você. Parabéns pelo valioso resgate em fatos e fotos da FAZENDA IPANEMA, de onde guardo boas recordações da época em que lá estive, fazendo o meu Curso de Piloto Agrícola no CENEA (XIIIº CAVAG,IIª Turma,1979). Fiquei feliz em ver algumas fotos da Fazenda Ipanema, do meu arquivo, no seu site. Por favor, me passe seu endereço de correio para que eu possa lhe enviar um CD com mais fotos daquela época. O trabalho de pesquisa que está fazendo vai perpetuar para a eternidade e será realmente de grande utilidade. Continue assim.
Abraços,
Delfino

www.aventureirosdoar44.blogspot.com

 

Nome:

Benedito Alberto Domingues

E-mail:

...

Mensagem:

Bom dia, Hugo.
Estou feliz por conhecer o site. Parabéns. Nasci em fevereiro de 1950, morei na Fazenda Ipanema de 16/02/1956 a 20/11/1966. Meu pai, Benigno Domingues, era ferroviário, operador da subestação da E.F.Sorocabana, estação de Varnhagen. Fiz o curso primário (1ª a 4ª série) na Fazenda, no "Grupo Escolar Rural Adolfo de Varnhagen". Depois, a 5ª série em Sorocaba no "I.E.Matheus Mailasky". Depois, o ginásio em Sorocaba no "I.E.Dr.Júlio Prestes de Albuquerque". Formei-me em Letras e em Administração de Empresas em São Bernardo do Campo, onde ainda moro e trabalho.
Em quase 11 anos - infância e adolescência -, vivi Ipanema em boas amplitudes: clima, natureza, convívio, estudos, topografia, história e, sobretudo, amizades. Muitas das amizades vivas até hoje, com correspondência quase diária pela net. Nós, ex-vizinhos e sempre amigos, fazemos visitas periódicas em grupos de cerca de 100 pessoas à Fazenda Ipanema. Passamos um sábado, todo juntos, a cada um ou dois anos, em novembro. Saciamos a saudade mútua e a saudade daquela natureza exuberante, da história que emana de cada recanto da fazenda: a história de cada um, a história do País.
Abraço,
Benedito Alberto Domingues

* Grande abraço aos ipanemenses. Ditinho.

 

Nome:

JR. Moraga

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Pra variar, o brilhantismo do Augusto em relatar, descrever as coisas e pessoas. Você não escreve, você vivencia. Lindo! Quanto ao Ary, figuraça que todos gostávamos e gostamos. Os irmãos menores, que o Augusto não lembrava, eram o Fio e o Luiz. É isso. Viva o Ary "Brasília"!

 

Nome:

Tanaca

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Grande Ary Araújo! Com a devida vênia, faço minhas as palavras do Augusto que, como sempre, foi perfeito e muito feliz e pontual ao discorrer sobre ele. De fato, uma personalidade multifacetada. Aliás, como tantas outras dos tempos idos quanto do presente. É, são pessoas privilegiadas, não é mesmo? O Ary é da geração do meu irmão, do Julião, mas mesmo assim é pessoa com quem nos relacionamos.

 

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