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Fazenda Ipanema, berço da siderurgia brasileira (1589-2013) |
Real Fábrica de Ferro
de São João de Ipanema
: 203 anos (1810-2013)
* Texto e pesquisa: Hugo Augusto Rodrigues
* Informações sobre
visitação podem ser obtidas através do telefone (15)
3266 9099. O valor da entrada é R$ 5,50 por pessoa.
A Fazenda Ipanema,
em Iperó, foi a pioneira na siderurgia do Brasil. Suas jazidas de ferro foram
encontradas há cerca de 424 anos. Situada na Floresta Nacional de Ipanema, o maior
ecossistema de Mata Atlântica existente hoje no país, Ipanema foi o ponto de
partida na origem de algumas cidades da região de Sorocaba.
O
Morro Araçoiaba
O Morro
Araçoiaba (ou
Biraçoiaba, na forma da escrita antiga)
é comumente chamado "Morro de Ipanema", mesmo nome do rio cujas “águas ruins” eram utilizadas na indústria do ferro. Os indígenas e,
posteriormente, os bandeirantes, notaram que o sol se punha atrás daquela
montanha. Hoje é possível perceber isso quando passamos pela estrada
Iperó-Sorocaba num fim de tarde, por exemplo. Foi assim que adotaram o nome
Araçoiaba, significando “coberta do dia”, “esconderijo do sol”. Destacando-se no
horizonte, na verdade aquela região é uma cadeia de montanhas formada pelo Morro
Araçoiaba (Morro de Ipanema) à direita, a Chapadinha à esquerda e, entre os dois, o morro do Meio.
Alguns escritores também se referem a esse conjunto de montanhas como sendo a
"Serra de Araçoiaba". Vale lembrar que, oficialmente, Araçoiaba é o nome de um
bairro próximo e também do município vizinho, Araçoiaba da Serra.
Peabiru
Existiu
uma extensa rede trilhas, chamada “Peabiru”, que passava pela região do
Morro Araçoiaba. Era uma ligação pré-colonial do Atlântico e do planalto com o Guairá, o
Paraguai e os Andes (de Cuzco - no Peru - até São Vicente). Nos extremos e em
vários trechos dessa estrada, moravam tribos guaranis. Descendo de São Paulo
pelo vale do Tietê e os campos do sul, a “Peabiru” se dividia em dois ramos: um
à direita, para o Paraguai (atravessando o rio Paranapanema), e outro à
esquerda, para o Rio Grande do Sul. Os guaranis frequentaram esse caminho,
utilizando as montanhas como pontos de referência. Descendo a serra de São
Francisco, quase à beira do Tietê, avistavam o morro de Ipanema à direita.
Adiante, avistavam a serra de Angatuba e os morros de Guareí e Bofete. Mais à
frente, a serra de Botucatu. À esquerda, atravessando o Paranapanema, entravam
nas florestas onde mais tarde os jesuítas fundaram as “reduções do Guairá”.
Passando pelas Sete Quedas (hoje cobertas pelo lago da Usina de Itaipu),
chegava-se ao Paraguai. Ainda no século 16, houve vários viajantes europeus
através desses caminhos. É conhecida a história de Ulrico Schmidel, que veio do
Paraguai a São Vicente, passando por Santo André (a vila de João Ramalho), em
1552. Também por esse caminho, é possível que o padre Manoel da Nóbrega tenha
chegado à aldeia Maniçoba, na região onde hoje é a cidade de Itu.
Afonso
Sardinha
Afonso
Sardinha chegou a Ipanema por volta de 1589. Ele e o filho, também Afonso
Sardinha, vinham do Jaraguá procurando ouro. Para se ter uma ideia da
dificuldade em se chegar a Ipanema naquela época, João Pandiá Calógeras
escreveu, em 1908, sobre as minas de São Paulo: “na serra Ibirasojaba, distante oito dias da vila de Sorocaba e doze da vila de São Paulo, a
jornadas moderadas”. Os Sardinha acreditavam que encontrariam jazidas de ouro,
mas em vez disso eles
descobriram, literalmente, uma montanha de ferro. Encontraram
jazidas de magnetita e óxido de ferro no vale do rio das Furnas
e, contentando-se com o “gato”, visto não terem apanhado a “lebre”, construíram
dois fornos
do
tipo catalão onde o ferro não chegava ao estado
líquido, mas podia ser trabalhado. Como essa
indústria estava em idade primitiva e os resultados não foram satisfatórios, os
trabalhos foram abandonados.
Pouco
tempo depois, em 1591, Dom Francisco de Sousa (chamado de “Dom Francisco das
minas”) começava a governar a partir da Bahia. Ao saber dos achados dos
Sardinha, em 1598 partiu em direção a São Paulo e, daí, para a região de
Ipanema. Junto, trouxe os mineiros Jaques de Unhalte e Geraldo Betim, além de
Baccio de Filicaia, Cornélio de Arzão, soldados e o povo. Dom Francisco de Sousa
levantou um pelourinho ainda em 1599, chamando o local de Nossa Senhora de Monte
Serrat. O governador, não encontrando ouro e prata, teria fundado, então, um
engenho de ferro. Mas o local durou pouco. Se existiu alguma produção de ferro,
não enriqueceu a ninguém.
Os
povoadores dividiram-se, tendo voltado a maior parte para São Paulo. Poucos
ficaram junto ao engenho e outros se aglomeraram no Itapebuçu (pedra chata
grande), posteriormente Itavuvu, à beira do rio Sorocaba. Um desses povoados (o
Ipanema ou o Itavuvu), ou ambos, se chamaram São Filipe, fundado entre 1600 e
1611. O governador mudou o local e o teria chamado de São Filipe em alusão ao
rei espanhol Felipe II. Devido ao sossego desses primeiros povoados e a
dificuldade em progredir, habitantes do Ipanema, do Itavuvu e de outros pontos,
transferiram-se para a região onde se formava um novo núcleo - o de Baltazar
Fernades - que deu origem a Sorocaba.
Ainda por
volta de 1660, teriam encontrado novamente as jazidas de ferro de Ipanema, que
estavam abandonadas e esquecidas. A descoberta teria chegado ao ouvidor da
comarca de Itanhaém (que abrangia a região das minas de Ipanema), que veio
pessoalmente verificar a existência das jazidas. Assim, considerando-as
importantes, publicou alvará proibindo, sob pena de morte, que alguém se
estabelecesse naquelas terras. Mandou levantar um pelourinho novamente. E também
nessa segunda fase, não houve desenvolvimento e o local ficou abandonado.
Natureza em Ipanema
Quando
falamos sobre a riqueza, a Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema foi um
verdadeiro “eldorado”, ainda que tenha enfrentado problemas em algumas das suas
administrações. A natureza colocou em Ipanema, segundo pesquisas realizadas
desde o século 19, o minério mais rico do mundo, com aproximadamente 72% de
ferro.
Frederico
Guilherme de Varnhagen, que foi diretor da fábrica entre 1815 e 1821, ao
referir-se às montanhas que a fábrica explorava, disse: “Este grupo de montanhas
tem cerca de 3 léguas de comprimento e proporcionada largura. O trecho do morro
é de granito e, de norte a sul, no sentido longitudinal, é cortado por três
grossos veios de ferro. O mineral solto à superfície do morro é tão rico, que
dele se poderia, por mais de cem anos, alimentar a maior fábrica do mundo sem
recorrer a trabalho algum de mineração”.
O ferro
de Ipanema, confrontado com o dos Estados Unidos, inclusive levaria vantagem.
Numa Exposição Industrial realizada no Rio de Janeiro, em 1881, foram expostas
rodas de vagões da Estrada de Ferro Dom Pedro II, construídas com ferros das
duas origens. Ficou provada, naquele evento, a superioridade das rodas de ferro
fundido resfriadas na fábrica de Ipanema.
Ipanema em 1882 – descrita por Ezequiel Freire
“Vista da
estação, a fábrica apresenta o aspecto de uma vila administrada por uma boa
Câmara Municipal, pois há ordem nos armamentos e bela arborização nas praças. As
casas de moradia dos empregados, de construção uniforme, alvejam na encosta da
montanha, tendo por fundo da paisagem as verdes matas do Araçoiaba. O rio
Ipanema, represado, dilata-se em grande lago de margens sinuosas, com manchas
aqui e ali, à superfície d'água. A um lado, o casario das oficinas, de fundição,
de refino, de máquinas; a vasta galeria avarandada onde residem os operários.
Tudo respira um ar de tranquilidade, de ordem e de paz, parecendo mais uma
estação termal desabitada, do que um estabelecimento do governo. Durante as
horas de trabalho, ninguém se vê desocupado, cruzando as ruas, “sem ter o que
fazer”. A atividade está toda concentrada nas oficinas, junto dos fornos, das
forjas, das máquinas de trabalhar o ferro. A hora de começar ou largar o
trabalho é marcada pelo apito de um vapor que move o martelo de bater o ferro.
Tem-se na fábrica todos os recursos de uma cidade: hotel, padaria, açougue,
hospital, médico, farmácia, banda de música de operários”.
A Real
Fábrica de Ferro de São João de Ipanema
O maior esforço a fim de se implantar uma
siderúrgica em Ipanema foi após a vinda da Família Real para o Brasil. Ainda em
1808, o Conde de Linhares, ministro de Dom João VI, com o objetivo de libertar o
país da dependência perante a indústria estrangeira, mandou fundar duas fábricas
de ferro: uma em Minas Gerais e outra em Ipanema. Frederico Guilherme de
Varnhagen (que servia o exército português) foi trazido da Europa e o
conselheiro Martim Francisco ficou encarregado de demarcar a área florestal para
os trabalhos de mineração e fazer outros estudos relacionados à instalação e
operação da fábrica de ferro. Em 1810 nascia a Real
Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, atestado do pioneirismo da siderurgia
no Brasil e na América Latina.
Carl
Gustav Hedberg, técnico sueco, foi contratado para dirigir a fábrica e trouxe
uma colônia de operários. Assim, construiu as forjas suecas para o tratamento do
ferro, mas era um sistema precário que só preparava o metal para a fabricação de
pequenos instrumentos de lavoura. Para a fundição de peças que exigissem grande
resistência esse sistema não funcionava. Hedberg ocupou o cargo entre 1810 e 1814, gastou mais de 8 mil contos de réis e
produziu apenas 14,7 toneladas de ferro, enquanto a fábrica havia sido projetada
para produzir 588 toneladas. Ele foi também o responsável pela construção da
represa no rio Ipanema, primeiro rio brasileiro a ser represado. Mas, devido
a problemas em sua administração e à pouca produção, Hedberg foi demitido e
Varnhagen foi nomeado diretor. Foi Varnhagen quem construiu os alto-fornos,
através dos quais fundiu três cruzes, em 1 de Novembro de 1818, para
comprovar o êxito da manipulação do ferro. Uma está na sede da Fazenda Ipanema,
outra no morro de Ipanema (ou Serra de Araçoiaba) e a última, no Zoológico
Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba. O historiador Francisco Adolfo de
Varnhagen (Visconde de Porto Seguro), considerado um dos maiores historiadores
brasileiros, era filho de Frederico Guilherme de Varnhagen, nasceu em Ipanema e
passou à posteridade como o “Pai da História do Brasil”.
Para
recompensar esses serviços, Dom João VI elevou Varnhagen ao posto de coronel. Em
1821, devido a desentendimentos de ordem ideológica, Varnhagen pediu demissão,
utilizando-se do pretexto de ter necessidade de voltar à Europa para educar seus
filhos. O Conselho Administrativo pediu a Varnhagen para que indicasse um
oficial que pudesse substitui-lo. Varnhagen indicou dois nomes, que não foram
aceitos pelo Conselho. Voltando para a Europa, Varnhagen levou o filho em sua
companhia. A fábrica iniciou um processo de decadência, até que em 1834, o
brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, presidente da então Província de São Paulo,
nomeia o major João Blóem como diretor da fábrica.
Blóem
trouxe da Europa uma colônia alemã que prestou serviços
e deu grande impulso à fabricação de ferro
em Ipanema. Ocorre que em 1842, quando parecia começar uma nova era de
prosperidade, uma crise política veio de novo paralisar a fábrica de ferro. Com
o início da Revolução Liberal de Sorocaba, em maio de 1842, Blóem apoia os
rebeldes chefiados pelo brigadeiro Tobias e não
impede a retirada de três canhões que haviam sido
fundidos na fábrica. Os canhões foram levados a Sorocaba pelos envolvidos na
revolução e dois deles se encontram até hoje na praça Arthur Fajardo ou “Praça
do Canhão”, local onde foram posicionados originalmente.
Dessa forma, Blóem é preso por ordem do Duque de Caxias e destituído do cargo de
diretor. A fábrica cai em abandono novamente.
O capitão
Antônio Ribeiro de Escobar é nomeado diretor interino e, a 2 de novembro de
1842, é nomeado o tenente-coronel Antônio Manuel de Melo de forma efetiva, que
não consegue impedir a decadência do local, ficando durante três anos no cargo.
Os 20 anos seguintes, entre 1845 e 1865, foram de declinio ainda maior. Cinco
diretores passaram por Ipanema nesse período, sendo o Barão de Itapicuru, o major
Joaquim José de Oliveira, o general Ricardo José Gomes Jardim, o major Francisco
Antônio Raposo e o tenente Francisco Antônio Dias.
Para
complicar a situação, em 1860 a fábrica foi dissolvida e o governo ordenou que
se fundasse outra fábrica de ferro no Mato Grosso. Para lá foram enviados os
técnicos, os oficiais e os escravos, ficando em Ipanema apenas alguns
funcionários mais velhos. Não era conhecida a existência de minério de qualidade
no Mato Grosso. Tanto que, após cinco anos de pesquisas sem sucesso, não houve
descoberta e nem fundação da outra fábrica. Parte dos equipamentos que seriam
transportados de Ipanema ao Mato Grosso ficaram no caminho e, por fim, muitos
enferrujaram-se sobre a praia da cidade de Santos, perto da alfândega.
Veio a
guerra do Paraguai, em 1865, e o plano da mudança foi abandonado de vez, devido
à necessidade que havia de pôr o maquinário para funcionar com urgência, com o
objetivo de produzir material bélico. Essa foi a época em que Ipanema mais
produziu ferro. O
capitão de engenheiros Joaquim de Sousa Mursa, posteriormente promovido a
coronel, foi nomeado para o cargo de diretor em 6 de setembro de 1865. Aos
poucos, ele conseguiu recompor o estabelecimento, onde permaneceu até 1890. Para
ilustrar o prestígio que a fábrica conseguiu durante a administração de Mursa,
basta citar que a primeira locomotiva da Estrada de Ferro Sorocabana, quando
inaugurada em 10 de julho de 1875, recebeu o nome de “Ipanema”.
Em 1895, já sob o governo republicano, as atividades siderúrgicas
foram encerradas, a propriedade foi transferida para o Ministério da Guerra e
posteriormente para o Ministério da Agricultura. Da fase siderúrgica de Ipanema,
restam hoje alguns monumentos restaurados, como a Fábrica de Armas Brancas, o
casarão da sede, o portão homenageando a maioridade Dom Pedro II, as primeiras cruzes
fundidas em 1818 e o monumento a Varnhagen. Em contrapartida, há ainda prédios que precisam ser restaurados. Atualmente, os 5.069,73
hectares da Fazenda Ipanema são administrados pelo Instituto Chico Mendes, órgão do Ministério do
Meio Ambiente.
Paróquia de São João do Ipanema
Com o
retorno das atividades da Real Fábrica de Ferro,
em 1817 foi criada a paróquia de São João do Ipanema, tendo o padre Gaspar
Antonio Malheiros como seu primeiro pároco. Varnhagen se posiciona contra a
criação da paróquia. Ele era de origem protestante e, além disso, alegava que em
Ipanema só deviam residir os empregados do estabelecimento e que os mesmos já
tinham sua capela. Assim, ele dificulta a entrada de novos moradores, proibindo
o corte de madeiras para construção, a derrubada de matas para lenha ou lavoura
e todo gênero de negócio.
Os
habitantes não tinham outra medida a tomar, a não ser escolher um novo local
para se estabelecer. Grande parte dirigiu-se para a região de Tatuí, cuja capela
foi elevada, em 1818, à categoria de paróquia, tendo como padroeiro São João do
Benfica. Invadindo terras alheias, os sertanejos foram se acomodando. Mas não
demorou e alguns tiveram a ideia de mudar a povoação para uma região a uma légua
de distância do Benfica, onde levantaram outra capela. Foi esse o núcleo do qual
se originou a atual cidade de Tatuí, cuja fundação é comemorada a 11 de agosto,
pois foi a 11 de agosto de 1826 que a Câmara de Itapetininga fez a medição e
demarcação dos terrenos que pertenceriam ao novo município. Outros moradores
preferiram ir para o bairro de Campo Largo, onde foi criada, também em 1826, a
freguesia de Nossa Senhora das Dores. Essa povoação constituiu o município de
Campo Largo de Sorocaba, atualmente Araçoiaba da Serra.
Com a
saída desses moradores de Ipanema, houve falta de gente para a fábrica. Os
alimentos subiram de preço e o carvão ficou escasso. Durante algum tempo,
Varnhagen ficou somente com escravos na oficina.
Curiosidades
- Praia de
Ipanema
Nome dado pelos índios, Ipanema significa “água
ruim, suja, imprópria para o mergulho e a pesca”. Nossa Ipanema não é única: há
outras em outros Estados, batizadas pelos índios com o mesmo propósito. Mas a
Ipanema carioca (a famosa praia), da qual falarei a seguir, ganhou esse nome não
por causa da sujeira das águas, mas sim, por causa da nossa Ipanema. E muita
gente não sabe disso.
O fato é que José Antônio Moreira Filho
(1830-1899), o segundo Barão de Ipanema, comprou as terras onde hoje está
localizado o bairro carioca, no fim do século 19, e fundou, em 1894, a Vila
Ipanema. Seu pai, José Antônio Moreira, o primeiro Barão de Ipanema, era um
minerador que, ao receber o título de barão em 1847, decidiu homenagear seu
local de nascimento, a vila de São João de Ipanema, hoje pertencente a Iperó.
Moreira Filho
apenas transferiu o título de nobreza de sua família para as terras que acabara
de comprar, banhadas por água limpa, cristalina, transparente e piscosa, com
areia bastante branca e habitada por milhões de famílias de tatuís. A Ipanema
carioca acabou recebendo artificialmente esse nome, pois água ruim e sem peixes
era apenas a do rio que passava pela nossa Ipanema.
- Cemitério protestante
Logo no
início das atividades da Real Fábrica de Ferro, em Ipanema, muitos europeus
(suecos e alemães), todos protestantes, vieram trabalhar no local. Segundo
consta, um desses funcionários teria entrado em depressão ao sentir saudades da
terra natal e, por causa disso, acabou se suicidando. Os padres não autorizaram
o enterro do homem em cemitério católico e, então, foi pedida uma permissão a
Dom João VI para que se construísse um cemitério onde as pessoas de origem
protestante pudessem ser enterradas. Com a permissão, Ipanema construiu, em
1811, aquele que é considerado o primeiro cemitério protestante do Brasil.
- Avião "Ipanema"
No fim da
década de 60, começou a tomar forma um projeto para a construção de um avião que
auxiliaria na atividade agrícola. O modelo foi batizado com o nome “Ipanema”
pelo fato de que, dentro da fazenda, eram ministrados cursos para formação de
mão-de-obra especializada em aviação agrícola. Após a criação da Embraer (1969),
o projeto foi aperfeiçoado e, em 1972, a primeira unidade do Ipanema saiu da
linha de produção. Nos anos seguintes, o modelo foi modificado, recebendo
equipamentos e características técnicas que melhoraram o seu desempenho. O
modelo “atualizado” foi identificado pela Embraer como EMB-201A.
- Filme “Antonio Conselheiro – Canudos”
Em 1976, já em fase
final de filmagens, o diretor do filme “Antonio Conselheiro – Canudos”
utilizou a Fazenda Ipanema como o cenário na sequência da destruição de Canudos.
A produção era um misto de documentário e ficção, dirigida por Carlos Augusto de
Oliveira. Era o ator Flávio Portho quem interpretava Antonio Conselheiro. Mesmo
quem passava de trem no trecho de Ipanema conseguia ver as filmagens das últimas
batalhas da guerra de Canudos.

Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, cujo nome
se deve à nossa Fazenda Ipanema
(Arquivo Céfas de Sá Lira)

Cemitério protestante de Ipanema. Construído
em 1811, é considerado o primeiro do gênero no
Brasil
(Arquivo Carlos Cardoso)

Avião batizado com o nome “Ipanema”, pelo fato de que na fazenda eram
ministrados
cursos para formação de mão-de-obra especializada em aviação agrícola
(Arquivo Revista Voar)

Cena de “Antonio Conselheiro – Canudos” filmada na
Fazenda Ipanema em 1976
(Arquivo Revista Veja)

Estrada
entre Bacaetava e Ipanema - ao fundo, parte do morro
Araçoiaba
(José Roberto Moraga Ramos)

Estrada
entre Bacaetava e Ipanema - ao fundo, parte do morro
Araçoiaba
(José Roberto Moraga Ramos)

Estrada de acesso à
sede da Fazenda Ipanema
(Victor Moraga Ramos)

Estrada de acesso à Fazenda Ipanema
(José Roberto Moraga Ramos)

Estrada de acesso à Fazenda Ipanema
(José Roberto Moraga Ramos)

Estrada de acesso à Fazenda Ipanema
(Luiz Bertini)

A linha vermelha mostra o possível traçado da
"Peabiru"
O ponto azul é a sede da Fazenda Ipanema e o
vermelho é o Morro Araçoiaba

Trecho da "Peabiru"
encontrado no sul do Brasil
(Arquivo Paulo Farina)

Carta topográfica de 1812
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Tenente-coronel Frederico Luís
Guilherme Varnhagen,
diretor da Real Fábrica de
Ferro entre
1815 e 1821
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Coronel Joaquim de Souza Mursa,
diretor da Real Fábrica de
Ferro entre
1865 e 1890
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Aspecto da fábrica em
funcionamento - 1870
(Arquivo Bernadete Holtz
Ribeiro -
holtzgen.com)

Aspecto da fábrica em
funcionamento - 1882
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Aspecto da fábrica em
funcionamento - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Antiga escola dentro
complexo da Real Fábrica de Ferro - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista da represa e prédios
históricos. Em primeiro plano, o personagem ajuda a acentuar a amplitude
da paisagem - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista da represa e prédios
históricos - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista da represa e prédios
históricos - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista da represa - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista da cachoeira que fica ao lado
da Fábrica de Armas Brancas - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Ponte sobre o rio Ipanema - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Vista do alto-forno construído
durante a administração de Coronel Mursa - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Pequena ferrovia no
complexo da Real Fábrica de Ferro - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Grupo de funcionários da
Real Fábrica de Ferro - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Parte do complexo da
Real Fábrica de Ferro - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Parte do complexto da
Real Fábrica de Ferro - 1884
(Júlio Durski - Coleção
Princesa Isabel)

Visita à Real Fábrica de
Ferro em 1905
(Edmundo Krug - Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo)

Visita à Real Fábrica de
Ferro em 1905
(Edmundo Krug - Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo)

Visita à Real Fábrica de
Ferro em 1905
(Edmundo Krug - Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo)

Visita à Real Fábrica de
Ferro em 1905
(Edmundo Krug - Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo)

Alto-fornos construídos em 1818 e bastante utilizados na Real Fábrica de Ferro - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Fornos para fabricação de carvão,
construídos em 1912, utilizados na Fábrica de Ferro - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Fornos para fabricação de carvão,
construídos em 1912, utilizados na Fábrica de Ferro - década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Fornos para fabricação de carvão,
construídos em 1912, utilizados na Fábrica de Ferro - década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Interior de um dos
fornos para fabricação de carvão
(Neide Weingrill -
neideweingrill.com.br)

Locomotivas abandonadas
próximo à sede da Fazenda Ipanema- 1975
(Arquivo Mário Bock)

Locomotivas abandonadas
próximo à sede da Fazenda Ipanema- 2010
(Autor desconhecido)

Vista aérea da Fazenda Ipanema - 21 de maio de 1940
Arquivo: "Coleção de
Aerofotos oblíquas"
Secretaria de Economia e Planejamento do Estado
de São Paulo
Coordenadoria de Planejamento e Avaliação
Instituto Geográfico e Cartográfico

Vista aérea da Fazenda Ipanema - 1979
(Jornal Cruzeiro do Sul)

Francisco Adolfo de
Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro
Considerado o "Pai da
história do Brasil", nasceu na Fazenda Ipanema em 1816
(Arquivo Biblioteca Nacional
de Portugal)

Suposta pirâmide no alto do Morro
Araçoiaba
(José Roberto Moraga
Ramos)

Caminho em direção à "pedra santa"
(Ronaldo César Messias)

Altar existente na Gruta do Monge
(Ronaldo César Messias)

Gruta do Monge
(Ronaldo César Messias)

Nascente na Gruta do Monge
(Ronaldo César Messias)

Cruzeiro da Pedra Santa - próximo ao
Monumento a Varnhagen
(Ronaldo César Messias)

Monumento a Varnhagen
(Ronaldo César Messias)

Alunos do antigo CENEA
(Centro Nacional de Engenharia Agrícola) visitando o
Monumento a Varnhagen - 1979
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Monumento a Varnhagen,
construído em local escolhido pelo próprio
historiador em sua última
visita ao Brasil e à sede da Fazenda Ipanema
(Fábio Mike)
A
MEMÓRIA
DE VARNHAGEN,
VISCONDE DE PORTO SEGURO,
NASCIDO NA TERRA FECUNDA
DESCOBERTA POR COLOMBO.
INICIADO POR SEU PAI
NAS COUZAS GRANDES E ÚTEIS,
ESTREMECEO SUA PÁTRIA
E ESCREVEO-LHE A HISTÓRIA.
SUA ALMA IMMORTAL REÚNE
AQUI TODAS AS SUAS
RECORDAÇÕES

Gravura retratrando a
visita da Família Real ao Monumento a Varnhagen
Legenda original diz:
"S.S.A.A Imperiaes visitando no dia 11 de Novembro de
1884,
O MONUMENTO ELEVADO EM 1882 NO
MORRO ARAÇOYABA (YPANEMA)
à memória de Varnhagen, Visconde de
Porto Seguro"
(Arquivo Bernadete Holtz
Ribeiro -
holtzgen.com)

Visão panorâmica a partir do
Monumento a Varnhagen
(Ronaldo César Messias)

Visão panorâmica a partir do
Monumento a Varnhagen
(Ken Badgley)

Visão panorâmica a partir do
Monumento a Varnhagen
(Ken Badgley)

Visão panorâmica a partir do
Monumento a Varnhagen
(Sheila Moraes)

Visão panorâmica a partir do
Monumento a Varnhagen
(Sheila Moraes)

Vista a partir do "Mirante da
chilena". Após uma queimada, nota-se a vegetação em
crescimento (década de 1990)
(Ronaldo
César Messias)

Vista a partir do "Mirante da
chilena": Sorocaba ao fundo
(Ronaldo
César Messias)

Vista aérea do Morro Araçoiaba
("Nelsinho")

Alunos do antigo CENEA
(Centro Nacional de Engenharia Agrícola) visitando
algumas das antigas ruínas na Fazenda Ipanema - 1979
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Alunos do antigo CENEA
(Centro Nacional de Engenharia Agrícola) visitando
algumas das antigas ruínas na Fazenda Ipanema - 1979
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Alunos do antigo CENEA
(Centro Nacional de Engenharia Agrícola) visitando
algumas das antigas ruínas na Fazenda Ipanema - 1979
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Alunos do antigo CENEA
(Centro Nacional de Engenharia Agrícola) visitando
algumas das antigas ruínas na Fazenda Ipanema - 1979
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Aspecto do complexo arquitetônico de Ipanema
(Ariane Dellai)

Alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen - 1957
Importante atentar para a imponência
das construções em relação à estatura de uma pessoa
adulta
(Dinho
Vianna - Arquivo Wilson Alves)

Alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen - 1957
(Dinho
Vianna - Arquivo Wilson Alves)

Alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen
(Victor Moraga Ramos)

Alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen
(Caio Meneses Azevedo)

Alto-forno finalizado em 1885,
durante a administração de Coronel Mursa, que nunca chegou a funcionar - década
de 1960
Ao fundo, os alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Alto-forno finalizado em 1885,
durante a administração de Coronel Mursa, que nunca chegou a funcionar
(Dinho
Vianna - Arquivo Wilson Alves)

Alto-forno finalizado em 1885,
durante a administração de Coronel Mursa, que nunca chegou a funcionar -
1979
Ao fundo, os alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen
(Arquivo Comandante
Delfino -
aventureirosdoar44.blogspot.com)

Alto-forno finalizado em 1885,
durante a administração de Coronel Mursa, que nunca chegou a funcionar - 2009
Ao fundo, os alto-fornos construídos em 1818
durante a administração de Frederico Varnhagen
(José Roberto Moraga
Ramos)

Alto-forno finalizado em 1885,
durante a administração de Coronel Mursa, que nunca chegou a funcionar
(Victor Moraga Ramos)

Canais que transportavam água para
movimentar as máquinas na área dos alto-fornos
(Caio Meneses Azevedo)

Filhote de Urubu encontrado próximo
aos alto-fornos de Varnhagen e Mursa
(Caio Meneses Azevedo)

O rio Ipanema foi o primeiro rio brasileiro a ser represado
(Caio Meneses Azevedo)

Aspecto do curso do rio Ipanema
(Caio Meneses Azevedo)

Aspecto do curso do rio Ipanema
(José Roberto Moraga
Ramos)

Represa
construída por Hedberg (primeiro diretor da Real Fábrica
de Ferro) em 1811
(Victor Moraga Ramos)

Represa
construída por Hedberg (primeiro diretor da Real Fábrica
de Ferro) em 1811
(Ronaldo César Messias)

Uma das comportas da represa
construída por Hedberg
(Ronaldo César Messias)

Casarão que serviu
como sede da administração da Real Fábrica
de Ferro
(Ronaldo César Messias)

Anexo ao prédio da
administração da Real Fábrica
de Ferro, construído para receber D. Pedro II durante
suas visitas a Ipanema
(Ronaldo César Messias)

Represa construída por Hedberg e o
Morro Araçoiaba ao fundo
(Ariane Dellai)

Represa construída por Hedberg e o
Morro Araçoiaba ao fundo
(Neide Weingrill -
neideweingrill.com.br)

Represa construída por Hedberg e
parte da Fábrica de Ferro ao fundo
(Neide Weingrill -
neideweingrill.com.br)

Represa construída por Hedberg e
parte da Fábrica de Ferro ao fundo
(Ronaldo César Messias)

Moradores ao lado da represa e o Morro
Araçoiaba ao fundo - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Moradores ao lado da represa e o Morro
Araçoiaba ao fundo - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Moradores ao lado da represa - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Moradores ao lado da represa - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Represa e construções
da antiga Real Fábrica de Ferro - 1951
(Dinho Vianna - Arquivo
Wilson Alves)

Represa e construções
da antiga Real Fábrica de Ferro - 1951
(Dinho Vianna - Arquivo
Wilson Alves)

Aspecto da vila - 1951
(Dinho Vianna - Arquivo
Wilson Alves)

Aspecto da vegetação de cerrado na
região da Fazenda Ipanema - década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Estrada de acesso à Fazenda
Ipanema e o Morro Araçoiaba ao fundo - década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Morro Araçoiaba visto a partir da região de Boituva - década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Aspecto das casas da vila
(Ariane Dellai)

Cachoeira do rio Ipanema
funciona como o "ladrão" da represa
(Victor Moraga Ramos)

Cachoeira do rio Ipanema
e a antiga serraria ao lado
(Ariane Dellai)

Cachoeira do rio Ipanema
e a antiga serraria ao lado
(José Roberto Moraga
Ramos)

Cachoeira do rio Ipanema - aspecto
noturno do local
(Luís Gustavo Lopes)

Moradores ao lado da ponte - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Ponte sobre o rio Ipanema
(Ariane Dellai)

Ponte sobre o rio Ipanema
(Ariane Dellai)

Ponte sobre o rio Ipanema
(Victor Moraga Ramos)

Ponte sobre o rio Ipanema
(Victor Moraga Ramos)

Ponte sobre o rio Ipanema
(Ronaldo César Messias)

Ponte sobre o rio Ipanema - aspecto
noturno do local
(Luís Gustavo Lopes)

Aspecto do conjunto arquitetônico de Ipanema
- década de 1960
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

26 de agosto de 1977: equipe
coordenada pelo pesquisador José Monteiro Salazar
encontra as antigas construções de
Afonso Sardinha
Delmino Veríssimo, funcionário do
IBAMA e integrante da equipe, foi quem encontrou as
ruínas
Dias depois, foram encontradas também
as ruínas dos fornos de Domingos Pereira Ferreira
(Jornal Cruzeiro do Sul)
(Arquivo Hugo Augusto
Rodrigues)

Vista aérea da Fazenda Ipanema -
Fábrica de Armas Brancas parcialmente destruída (9 de julho de 1939)
Arquivo: "Coleção de
Aerofotos oblíquas"
Secretaria de Economia e Planejamento do Estado
de São Paulo
Coordenadoria de Planejamento e Avaliação
Instituto Geográfico e Cartográfico

Fábrica de Armas Brancas,
supostamente construída em 1870
Destruição parcial - 1949
(Luiz Simonetti - Arquivo
Daniel Gentili)

Fábrica de Armas Brancas,
supostamente construída em 1870
Destruição parcial - década de 1950
(Tibor Jablonsky - Cópia
Daniel Gentili)

Fábrica de Armas Brancas,
supostamente construída em 1870
Destruição parcial -
1957
(Dinho Vianna - Arquivo
Wilson Alves)

Fábrica de Armas Brancas,
supostamente construída em 1870
Destruição parcial -
1957. Alunos de Boituva em visita ao
local
(Dinho Vianna - Arquivo
Wilson Alves)

Aspecto da
Fábrica de Armas Brancas durante período de restauração - 1969
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Interior da
Fábrica de Armas Brancas durante período de restauração - 1969
(História da siderurgia de São Paulo
- Jesuíno Felicíssimo Júnior)

Fábrica de Armas Brancas após restauração
(Ariane Dellai)

Interior da Fábrica de Armas Brancas após restauração
(Ariane Dellai)

Interior da Fábrica de Armas Brancas após restauração
(Ronaldo César Messias)

Interior da Fábrica de Armas Brancas após restauração
(Ronaldo César Messias)

Equipamento utilizado para a confecção
de peças na Fábrica de Armas Brancas
(século 19)
(Ronaldo César Messias)

Equipamento utilizado para a confecção
de peças na Fábrica de Armas Brancas
(século 19)
(Ronaldo César Messias)

Rio Ipanema, serraria (ao fundo, sendo
restaurada) e a
Fábrica de Armas Brancas
(Ronaldo César Messias)

Antiga locomotiva utilizada para os
trabalhos realizados na Real Fábrica de Ferro
(Ariane Dellai)

Antiga locomotiva utilizada para os
trabalhos realizados na Real Fábrica de Ferro
(Tiago Amato)

Relógio de Sol construído em 1863
(Caio Meneses Azevedo)

Interior da antiga Casa da Guarda
(Ronaldo César Messias)

Escada desenvolvida em Ipanema para
a antiga Casa da Guarda
(Ronaldo César Messias)

Detalhe da escada da antiga Casa da
Guarda
(Ronaldo César Messias)

Casa da Guarda: portão forjado em Ipanema, no século 19,
em homenagem à maioridade do imperador Dom Pedro II
(Ariane Dellai)

Durante anos a antiga serraria ficou
abandonada,
sendo castigada pela ação do tempo
(Ariane Dellai)

Atualmente, a antiga serraria está
sendo restaurada de acordo com as características
originais
(Ronaldo
César Messias)

Ato cívico organizado pela Escola "Prof. Henory de Campos Góes",
quando ainda funcionava
dentro da Fazenda Ipanema - década de 1970
(Arquivo Mariza Aparecida
Rodrigues Moraga Ramos)

Desfile
cívico organizado pela Escola "Prof. Henory de Campos Góes",
quando ainda funcionava
dentro da Fazenda Ipanema - década de 1970
(Arquivo Mariza Aparecida
Rodrigues Moraga Ramos)

Torres existentes no alto do Morro
Araçoiaba
(Ronaldo César Messias)

Torres existentes no alto do Morro
Araçoiaba
(Ronaldo César Messias)

Torres existentes no alto do Morro
Araçoiaba
(José Roberto Moraga
Ramos)

Visão panorâmica a
partir das torres existentes no alto do Morro
Araçoiaba
(Ken Badgley)

Um dos marcos de divisa da área da
Floresta Nacional de Ipanema
(Ronaldo César Messias)
|
Desbravadores Villas-Boas |

Encontro em Ipanema - abril/2011
(Ronaldo César Messias)

Palestra do pesquisador João Barcellos
em Ipanema - junho/2011
(Ronaldo César Messias)
|
Livro "Retratos de Ipanema" -
2008 (Contato:
|

"Gilson Sanches,
através de minuciosa pesquisa e com um rigoroso critério
científico,
nos traz a história de Ipanema e
região, mostrando-nos que a beleza da paisagem se
confunde com a beleza da história de homens
que foram os pioneiros do
desenvolvimento industrial de nosso país."
(Arquivo Hugo Augusto
Rodrigues)
|
Livro "Histórias Illustradas de
Ypanema e Araçoyaba" - 2011
(Contato:
|

"A riqueza da cultura folclórica que
floresceu ao pé do morro é de incomparável importância,
pois mescla um imenso universo de objetos que,
perscrutados à luz da diversidade,
revelam a própria identidade do homem, que jamais perdeu
suas crenças e seus valores, mas permitiu somar
suas tradições àquelas trazidas, de
muito longe, por seus pares."
(Arquivo Hugo Augusto
Rodrigues)
|
Rosquinhas de fubá da Fazenda Ipanema
- receita de 1887 |
Disponível no site
"Roteiro Gastronomico de Portugal"
* Poderia ser adotada como a
'comida-símbolo' de Iperó
Ingredientes: 2 colheres (café) de
sal, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo, 1 xícara (chá)
de fubá, 1 xícara (chá) de açúcar,
1 colher (sopa) de fermento em pó, 2
ovos, leite e 1 colher (sobremesa) de erva doce.
Preparo: Juntar os ingredientes,
menos o leite, que deverá ser colocado aos poucos até
dar a consistência na massa.
Amassar bem. Colocar o óleo para esquentar (deve ficar
no fogo baixo), modelar as rosquinhas e fritá-las.
Depois de fritas, polvilhar com uma mistura de açúcar e
canela.
(Homenagem à Fazenda Ipanema - autoria de Isabel Pakes)
Leva-me o trem da saudade à borda do céu azul,
remanseando sereno no espelho azul do lago,
na casa de minha avó, hospedeira de minhas asas,
onde de quando em quando me embalava no teu seio,
em brancas vestes levada na procissão de São João,
seguindo os passos da fé: meu pai, minha mãe, meus irmãos.
Chão verde que percorri e contemplei das alturas,
meus pés trilhando caminhos, caminho de tantos pés...
Repouso para meu olhos, meu coração e minha alma,
em leitos de água e de pedra, de relva fresca e de palha.
Velavam-me as construções de antigas formas e raras.
Histórias da tua história, relíquias da minha memória,
enluaradas no lago em tuas místicas noites,
pairadas sobre o teu morro cuja encosta venci
na juventude do tempo do tempo que já vivi.
Histórias da minha história, verde chão onde nasci.