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Estação e pátio - fim de 1938

(Arquivo Tony Belviso)

 

"Estação saudade"- documentário sobre a estação ferroviária de Iperó

 

Produzido por Ana Paula Vieira Mendes, Claudia Albertin,

Hugo Augusto Rodrigues, Maria Lúcia Fonseca e Talita Vieira Pinto

 

 Há cerca de 15 anos, antes de iniciar o curso de Jornalismo, eu já pensava em fazer um trabalho para resgatar a memória da Estrada de Ferro Sorocabana em Iperó. Em 2006 foi possível realizar o documentário sobre a estação, que pode ser considerado o embrião da grande pesquisa que tem sido feita sobre os diversos aspectos da história da cidade.

 

Batizado de “Estação saudade”, o vídeo nasceu a partir do desejo de não deixar a história local morrer. Sempre fui um grande apaixonado pelo tema e a experiência de produzir esse documentário foi muito gratificante. O aprendizado, as histórias de vida, os “causos” e o amor que os ferroviários nutrem pela ferrovia são emocionantes.

 

Foram importantes os depoimentos de Liráucio Zovaro (chefe de estação), Geraldo Politani - "Telo" (supervisor técnico), Arlindo Bignardi (chefe de trem), Romeu de Campos (pedreiro) e Carlos Feliciano (controlador de sinalização). Além desses ferroviários, conseguimos conversar também com Marlon Ferrari (vereador 2005-2008), que explicava sobre o convênio entre as prefeituras de Iperó e Santana de Parnaíba para restaurar o prédio da estação. A restauração, de fato, iniciou-se em 2010. Após diversas intervenções durante os últimos anos, as obras seguem em fase final atualmente.

 

Valiosa também foi a ajuda que José Roberto Moraga Ramos - "Moraga" e Augusto Rodrigues Filho - "Zé Augusto" nos deram. Eles também trabalharam na ferrovia, são fascinados pelo tema e, com certeza, sentem a mesma tristeza dos outros ferroviários ao ver a situação dos remanescentes ferroviários.

 

Durante o período de produção/edição do “Estação saudade” mais pessoas se juntaram a nós: Eliana Gasparini Del Vigna, por exemplo, apesar de não morar em Iperó atualmente, guarda a cidade no coração. Ela nos enviou muitas das fotos do período de auge da Estrada de Ferro Sorocabana em Iperó e nos disse que "na estação embarcavam e desembarcavam sonhos e projetos de vida!"

 

O último trecho do documentário diz: “Uma história que no passado representou grande progresso não pode ser esquecida. Quem sabe a buzina dos poucos trens que ainda passam por Iperó desperte as novas gerações para que não percam de vez toda a herança que a Estrada de Ferro Sorocabana deixou para a cidade.”

 

Que assim seja!

 

 

"Estação saudade" no YOUTUBE: mais de 60,5 mil acessos

 

Estação de Iperó e a vila Santo Antonio ao fundo - fim de década de 1990

(José Roberto Moraga Ramos)

 

O prédio da estação na época pertencia à RFFSA

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Composição manobrando ao lado da estação

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Composição manobrando ao lado da estação

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Brasão de Iperó com a ferrovia na parte inferior

(Arquivo Prefeitura Municipal de Iperó)

 

 Marlon Ferrari

"O prédio da estação seria ocupado para atividades culturais e históricas.

O único entrave é que esse prédio não é municipal e a Prefeitura precisa

de uma concessão da Rede Ferroviária Federal para executar essas ações no local."

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

  Liráucio Zovaro, chefe de estação

"A estação era a praça de encontro de todo o pessoal. Inclusive, o namoro da mocidade era lá.

E na beira do escadão, ficava cheio de gente, até a hora do trem ir embora.

Quando o trem partia, parecia aquele navio de guerra: todo mundo acenando."

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Arlindo Bignardi, chefe de trem

"A imensa procissão de Santo Antonio, quando atravessava a estação

e parava o movimento dos trens, era uma das coisas mais

espetaculares que existia aqui em Iperó."

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Carlos Feliciano, controlador de sinalização

"Nós íamos nos horários de trem de passageiros, para apreciar os trens e os passageiros.

Algumas vezes, íamos para apreciar as passageiras também, pois a gente gostava de dar uma olhadinha nas moças"

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Romeu de Campos, pedreiro

"Se um dia faltar óleo, como é que nós vamos fazer?

A parte da eletricidade foi toda retirada: acabou!

As máquinas a lenha acabaram; agora é tudo a óleo!

E se faltar óleo? Para tudo?"

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

Geraldo Politani (Telo), supervisor técnico

"Assim, hoje, dizem que vai voltar a circular trem de passageiros.

Mas, com o leito da ferrovia do jeito que está, acho que dificilmente isso vai acontecer.

E tudo vai ser entregue ao abandono mesmo..."

(Arquivo Hugo Augusto Rodrigues)

 

 

Os dados disponíveis no site podem ser utilizados, desde que não sejam omitidos os créditos das imagens e dos textos.

- DESENVOLVIDO POR HUGO AUGUSTO RODRIGUES -

 

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